A Chevrolet ainda nem começou a montar o Spark EUV no Brasil e já estuda um segundo modelo para ser feito na fábrica da Comexport em Horizonte (CE), no antigo complexo da Troller. O Chevrolet Captiva, que chegará às lojas até o fim do ano, também pode ser montado no complexo cearense.
Durante a apresentação do Spark EUV, Santiago Chamorro, presidente da GM para a América do Sul, disse que há planos para montar outros carros em parceria com a Comexport.
Fabio Rua, vice-presidente da GM para a América do Sul, explicou que esta é a primeira vez que a GM vai montar um carro no Brasil em uma operação SKD terceirizada. Então há preocupações sobre a qualidade do resultado final e se este modelo de negócio vingará. Segundo Rua, a empresa analisará melhor após a montagem das primeiras unidades.
Este será o segundo modelo elétrico da parceria com a marca chinesa Wuling – o primeiro é o Spark EUV.
MOTOR E TAMANHO
O Chevrolet Captiva EV tem motor de 204 cv alimentado por uma bateria LFP de 60 kWh. Pelo ciclo de testes chinês, é o suficiente para que tenha uma autonomia de 510 km – que pode cair para algo ao redor dos 350 km no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).
O Captiva EV não é nada pequeno. Tem 4,74 m de comprimento, fazendo com que seja maior do que o Equinox com motor a combustão (4,66 m), porém menor do que o Equinox EV (4,84 m). Isto mostra o seu posicionamento na linha da Chevrolet. Como o Equinox EV custa, hoje, R$ 440.190, a fabricante pode vender o Captiva elétrico por algo ao redor dos R$ 250.000.
NOVA ESTRATÉGIA
O Chevrolet Spark EUV é o primeiro carro elétrico da marca a adotar uma nova estratégia para o Brasil. Isso porque ele nada mais é do que um Baojun Yep Plus, compacto chinês feito a partir de uma parceria entre SAIC, GM e Wuling, na China. Ele assume a faceta da Chevrolet para conseguir competitividade frente a conterrâneos como o BYD Dolphin e o GWM Ora 03.
