Menu

Beco Cultural em Itapipoca é transformado por intervenções de arte urbana

Projeto Territórios de Memória leva cores, traços e histórias para o espaço e valoriza a identidade cultural do município
Artistas levam cores, traços e histórias para o Beco Cultural de Itapipoca em projeto que amplia a presença da arte nos espaços públicos. Foto: Reprodução/Prefeitura de Itapipoca

O Beco Cultural, em Itapipoca, no Interior do Ceará, ganhou novas cores, traços e histórias com intervenções artísticas do Além da Rua – Festival Internacional de Arte Urbana. A ação faz parte do projeto Territórios de Memória, a Cidade dos Três Climas, e busca valorizar a arte urbana, a memória e a identidade do Município.

A transformação do espaço reúne trabalhos dos artistas Luciano Cacau, Carolina Medeiros, Lunna, Olavo Santos e Nazareno Camerino. As intervenções passaram a integrar a paisagem do Beco Cultural e reforçam a proposta de aproximar a arte dos espaços públicos, criando uma nova experiência para moradores e visitantes.

O projeto é realizado pela Ato Marketing Cultural, em parceria com a Prefeitura de Itapipoca, por meio da Secretaria de Cultura de Itapipoca, e conta com apoio das Tintas Suvinil.

Mais sobre cada artista

Entre os artistas que participaram das intervenções está Luciano Cacau, artista visual autodidata e pedagogo formado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), que trabalha com diferentes técnicas e materiais e atualmente se dedica à arte urbana por meio do graffiti e do muralismo.

Carolina Medeiros, artista visual, arquiteta e urbanista, encontrou na pintura seu caminho artístico durante a pandemia de covid-19 e criou a Concha Arte. Sua produção passa pelo muralismo, graffiti, telas e arte digital, com inspirações no feminino, na natureza e nas paisagens do Ceará.

Lunna, por sua vez, é grafiteira, ilustradora e arte-educadora, desenvolve trabalhos que retratam a magnificência negra em cores vibrantes, com foco na valorização e no resgate da autoestima.

Já Olavo Santos nasceu em Massapê, mas reside em Fortaleza. Ele concentra sua produção na representação de corpos marginalizados e na reinterpretação do imaginário patriótico brasileiro. Suas obras dialogam com as culturas dos povos originários, a diáspora africana e o bem viver, a partir de questionamentos sobre o que significa ser brasileiro.

Por fim, Nazareno Camerino, natural de Sobral e residente em Itapipoca, tem a pintura a óleo como principal técnica. Seu trabalho aborda cenas do cotidiano, paisagens, marinhas, florais e naturezas-mortas, com destaque para os retratos.