Fortaleza receberá, nos dias 30 e 31 de maio, a 3ª edição do Comunicação Antirracista, que traz como tema “Nordeste em Voz Alta”. O evento acontecerá no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com participação da pesquisadora Carla Akotirene e do cantor Caio Prado.
O objetivo do encontro é reunir quem faz e quem pensa a comunicação para mostrar que o combate ao racismo é uma tarefa de todos e que as narrativas precisam de local de fala, escuta, respeito e dignidade. A programação completa está no site do projeto.
Essa é a primeira vez que o evento acontece no Nordeste. Antes disso, passou por Brasília e Rio de Janeiro, em 2025. A edição é promovida pela Caixa e Governo Federal, além de contar com o patrocínio do Banco do Nordeste.
A abertura do evento começa no próximo sábado (30), a partir das 14h, no Teatro Dragão do Mar. A mesa traz como tema “Memória e Legitimidade”, que reúne nomes como Zelma Madeira, secretária de Igualdade Racial, Isaac Santos e Sarah Menezes.
Na mesma tarde, Carla Akotirene lidera a conferência sobre “Interseccionalidade e Comunicação”. Doutora em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia, ela é pesquisadora de antirracismo e feminismos negros, consultora em políticas públicas, autora de livros como “O que é interseccionalidade?”, “Ó Paí, Prezada!” e “É fragrante fojado dôtor vossa excelência”.
Ainda no sábado (30), o encontro reúne especialistas cearenses, jornalistas e lideranças negras, quilombolas e indígenas que estão na linha de frente da defesa de seus territórios, como Raquel Kariri, Bruno de Castro, Vera Rodrigues e Rubens Rodrigues.
No dia seguinte, novos painéis de debate ocupam a programação, a partir das 14h. Neles, estarão Juliana Jenipapo, Aurila Quilombola, Dediane Souza, Larissa Carvalho, além da economista e pesquisadora baiana Karina Dória.
Para selar o encontro no domingo (31), o evento traz o carioca Caio Prado, destaque do cenário atual da música brasileira. Com álbuns como “Incendeia” e “Caio em Ti”, sua obra funde estética e ativismo, utilizando composições como “Não Recomendado” e “Baobá” para pautar a ancestralidade, a liberdade de corpos marginalizados e o enfrentamento ao racismo.
Acessibilidade
O evento é totalmente gratuito e terá tradução simultânea em Libras. Durante o final de semana, o público também poderá fortalecer o afroempreendedorismo e a economia criativa local com a presença da Feira Negra de Fortaleza, no sábado (30), e a tradicional Feira do Fuxico, no domingo (31).
A programação terá transmissões ao vivo dos painéis do evento pelo YouTube. Após o evento, os conteúdos ficarão disponíveis no canal, formando um acervo digital público de memória, circulação de conhecimento e formação antirracista.
