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Comissão de Constituição da Alece aprova projeto para pulverização de agrotóxicos por drones

Projeto que tem gerado polêmica dentro na do governador Elmano de Freitas (PT), a permissão para os drones pulverizarem agrotóxicos no Ceará foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Na última semana, o governador havia se comprometido com empresários do ramo agropecuário para a aprovação do tema até o fim deste ano. O projeto aprovado na CCJR é de autoria do deputado estadual Felipe Mota (União Brasil), de oposição ao governador.

Antes de seguir para votação no Plenário, o texto vai tramitar por mais quatro comissões, as da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (CCTES); da Agropecuária (CA); do Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido (CMADS); e do Orçamento, Finanças e Tributação (COFT). Segundo Mota, “pode ter certeza” que o projeto vai seguir para o Plenário em “tempo recorde”.

Ao colunista do OPINIÃO CE, Roberto Moreira, o deputado agradeceu ao governador Elmano por ter “boa vontade” de “aprovar essa tendência mundial”. “O agronegócio cearense agradece”, disse. O parlamentar também estendeu seus agradecimentos aos produtores rurais e à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec).

A base do Governo se dividiu sobre o tema, já que foi sancionada, em 2019, uma Lei que proíbe a disseminação de agrotóxicos por aeronaves. A Lei Zé Maria do Tomé foi oriunda de um projeto apresentado por Renato Roseno (Psol) e que contou com autoria, inclusive, do então deputado estadual Elmano de Freitas, que agora defende a pulverização aérea. Sobre a discussão, Felipe Mota ressaltou que a Lei fala sobre pulverização aérea, por aviões, e, com os drones, a situação seria diferente, já que haveria a “precisão”.

“[O drone] vai em cima da praga. Não precisa jogar em todo um campo para matar uma praga, ele vai com precisão, a 20 metros, tem responsabilidade. Isso vai fazer com que a produção aumente, com que o produtor gaste menos, e nós tenhamos uma fruta e espécies que produzimos com mais qualidade no mercado”, completou.