A vitória sobre o Japão com um gol aos 51 minutos do segundo tempo despertou o ânimo do torcedor brasileiro. Um sufoco! A bola rondou a área japonesa durante todo o segundo tempo e nada de entrar.
Se, por um lado, é sofrimento, por outro, os jogadores vão criando uma couraça que os torna mais resistentes e mais amigos, demonstrando sentimentos que aumentam sua credibilidade junto aos torcedores e criando um clima de confiança.
A confiança é a base na formação de uma equipe. Quando não se tem confiança, parte-se para cima do adversário de maneira atabalhoada. Essa situação ficou notória durante todas as partidas eliminatórias disputadas no ano passado.
Ela está expressa de maneira muito clara na transição da bola da defesa para o ataque. Nesse momento, de troca de passes para atravessar a primeira linha, o jogador fica sem saber o que fazer e não passa a bola para ninguém e lá se vão um, dois ou três toques na bola.
A vitória do Brasil contra o Japão, na última segunda-feira, nos convida a uma série de reflexões. A primeira delas sinaliza que ainda não temos um time em que possamos acreditar. Estivemos mal no primeiro tempo e tivemos dificuldades em entender melhor o jogo.
Foi estudando o que aconteceu no primeiro tempo que fez a estrela do técnico brilhar. Entendendo que o Japão passaria a jogar no contra -ataque, Ancelotti avançou Casemiro para o ataque e saiu de um sistema tático 4-3-3 para um 4-2-4.
Substituiu o meia Paquetá por Endrick e ganhou força ofensiva. Colocou o time brasileiro dentro do campo japonês e passou a apoiar pelo lado esquerdo com Gabriel Magalhães, e foi em um cruzamento dele que Casemiro empatou a partida com um gol de cabeça.
Ponto para Ancelotti? Sim! Por orientar Casemiro a avançar e entrar na área adversária e ter acertado nas substituições de Endrick no lugar de Paquetá e de Martinelli no lugar de Mateus Cunha. Martineli fez o gol da vitória. No domingo (5), a seleção brasileira enfrenta a Noruega.
