O presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, e os presidentes dos times do Ceará e Fortaleza foram ao Abolição e pediram ao governador Elmano de Freitas a retirada de 12 mil cadeiras do estádio Castelão. Seis mil no lado destinado à torcida do Ceará e seis mil na arquibancada onde fica a torcida do Fortaleza.
Os dirigentes alegaram estar atendendo as torcidas organizadas, as mesmas que destroem cadeiras, quebram portões e acessos. Em resumo, a retirada das cadeiras é a vitória do vandalismo.
Os dirigentes justificaram o pedido alegando que as “organizadas” precisam de espaço para fazer coreografias e evoluções, dançar, pular, colocar charanga. O governador aceitou as justificativas e determinou a retirada das cadeiras. Elmano de Freitas deixou claro que seriam ouvidos representantes dessas torcidas, e a responsabilidade será dos clubes e da federação.
Segundo o governador, as medidas de segurança continuarão sendo implementadas, como a identificação facial dos criminosos e baderneiros, que serão proibidos de entrar no Castelão.
Plano Estadual dos Direitos Humanos contempla policiais militares
A Assembleia Legislativa acatou uma emenda de autoria do deputado Reginauro colocando proteção e benefícios aos policiais no Plano Estadual de Direitos Humanos. É a primeira vez que policiais são contemplados em uma lei de Direitos Humanos. O líder do governo, deputado Romeu Aldigueri, registrou a importância da inclusão dos policiais na lei que também protegerá vítimas da COVID-19, de feminicídio, deficientes e pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Patrocínio para o futebol
O Governo do Ceará decidiu investir nos clubes de futebol como faz com todas as modalidades de esporte. Ceará e Fortaleza receberão R$ 2,7 milhões cada, e o Ferroviário, R$ 700 mil. Os três clubes – que disputam o Campeonato Cearense, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e séries A, B e C – terão ainda franqueada a utilização da Arena Castelão.
De Assis Diniz joga duro com a oposição: “Estou cumprindo o Regimento”
O governo escolheu sua tática: entregou ao deputado De Assis Diniz, líder do PT e conhecedor do Regimento Interno, a presidência das reuniões conjuntas das Comissões Técnicas, onde passam os projetos antes de chegarem ao Plenário. De Assis Diniz não deixou margem para os competentes deputados Felipe Mota e Queiroz Filho. “Ele está tratorzão”, reclamou Felipe Mota.
Deputado Júlio César para deputado Reginauro: “Em Brasília agarrado com o Lula e aqui falando mal do PT”
O deputado Júlio César Filho, PT, preside a Comissão de Constituição e Justiça da Alece. Durante votação do projeto que acaba com a cobrança do ICMS na cesta básica, o deputado Reginauro disse que “o PT não nos tirou ICMS dos alimentos de primeira e o PT é assim: não oferece o melhor para o pobre, apesar do presidente Lula ter prometido picanha e cerveja”, declarou. O deputado Júlio César respondeu duro, declarando que “o partido do deputado Reginauro abraça, apoia e puxa o saco do PT e do Lula em Brasília, e aqui tem outro discurso”. Os dois deputados se olharam com sangue nos olhos.
