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Religião é assunto delicado: “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida”, diz Lula

O presidente Lula tem raízes paulistas. Ele vive há 75 anos em São Paulo; só fez nascer em...

O presidente Lula tem raízes paulistas. Ele vive há 75 anos em São Paulo; só fez nascer em Pernambuco. Lula “tem sangue paulista”, e a imagem de Nossa Senhora Aparecida é a maior devoção dos paulistas e, depois, do Brasil.

Colocar religião na pauta da campanha eleitoral é um erro, um risco. A polêmica nasceu com a fala de Flávio Bolsonaro, que, ao tentar agradar evangélicos da igreja onde foi batizado, afirmou que devolveria o Brasil a Jesus Cristo. Os evangélicos não adoram santos, nem mesmo Nossa Senhora. Os católicos reagiram.

Flávio Bolsonaro transformou o episódio em fato político e jogou o STF no centro do furacão. Lula decidiu seguir a sua campanha com a imagem de Nossa Senhora.

A liberdade de expressão foi para o lixo

Na campanha eleitoral, cabe tudo. Não deveria, mas é o que acontece. Desgastar o adversário faz parte do jogo para conquistar eleitores.

O TSE cometeu um erro grave. Recebeu o pedido de Flávio Bolsonaro para retirar postagens sobre Nossa Senhora Aparecida. O presidente do TSE, Cássio Nunes, deveria ter entregado o pedido de Flávio a um dos membros da Corte, e não ao ministro André Mendonça, que pertence ao STF, é vice-presidente do TSE e ligado a Flávio Bolsonaro.

O caso ganhou grande proporção e saiu do controle, quando poderia passar como um fato sem grandes consequências. A internet vai fazendo estragos na Corte.

André Mendonça mandou tirar o vídeo em que Flávio fala de religião. O ministro Flávio Dino mandou colocá-lo de volta, e o seu colega e desafeto, ministro Fux, mandou tirar o vídeo. Os ministros mandaram o caso para o plenário. O STF e, agora, o TSE estão rachados.

Os novatos pelo PT para a Alece

O PT está nesta eleição dentro de uma federação com o PCdoB e o Partido Verde. A disputa do PT com o PSB é a marca maior da campanha para deputado. Vejam os nomes que podem chegar à Alece.

Diassis Diniz, Guilherme Sampaio, Jô Farias, llo Neto (novato), Julinho, Nizo Costa, Liziany Medeiros (novata), Laís Nunes (retornando, foi deputada), Missias do MST, Bruno Pedrosa, Jade Romero (novata), João Jaime, Catanho (novato), Moisés Braz, Gadyel Aguiar (novato) e Franzé Carneiro (novato).

Assembleia deve ter 30% de renovação

Os atuais deputados estaduais foram surpreendidos com a novidade promovida pelos prefeitos, que decidiram colocar esposas e filhos na disputa eleitoral.

A expectativa é de uma ampla renovação na Alece. A oposição poderá ter mais representantes em caso de rejeição de Elmano. Ciro teria mais dificuldades porque a maioria da Casa é da base de Elmano.

A perspectiva é de até 30% de renovação, em torno de 15 novos parlamentares, e ampliação da presença de partidos que jamais tiveram representação, como o Mobiliza.

Ciro vai encerrar a campanha em Sobral

O coordenador-geral da campanha de Ciro Gomes, seu irmão Lúcio Gomes, anunciou que Ciro encerrará sua campanha com uma carreata em Sobral, no sábado (3).

A coordenação da campanha acredita no simbolismo para justificar a escolha. Sobral foi a base inicial de Ciro na vida pública.

Elmano tem agenda até sábado (3)

Impressiona a agenda de Elmano de Freitas no interior e em Fortaleza até o próximo sábado (3), último dia de campanha. Elmano irá a 19 agendas no sertão e em Fortaleza. São carreatas, caminhadas, entrevistas e comícios.

Quaest na Bahia

Pesquisa Quaest (24 de setembro de 2026)

1º turno (cenário estimulado):

ACM Neto (União Brasil): 42%

Jerônimo Rodrigues (PT): 40%

Maria Bona (PCO): 1%

Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Felix (UP) e Ariel Capistrano (DC): 0% cada

Branco/nulo: 8%

Indecisos: 9%

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Como a diferença numérica é de 2 pontos, os candidatos estão empatados tecnicamente.

Quaest em Pernambuco (29 de setembro de 2026)

João Campos (PSB): 42% (eram 39% em 23 de setembro)

Raquel Lyra (PSD): 42% (eram 41%)

Ivan Moraes (PSOL): 1% (era 1%)

Renan Hallais (Missão): 0% (era 1%)

Professora Camila (UP): 0% (era 0%)

Segundo turno:

João Campos (PSB): 44% (eram 41% em 23 de setembro)

Raquel Lyra (PSD): 44% (eram 43%)

Indecisos: 7% (eram 10%)

Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6%)