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Rally Forrageiras terá etapa de encerramento em Ibaretama

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) e gestor do Instituto CNA,...
Foto: divulgação

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) e gestor do Instituto CNA, Amílcar Silveira, se reuniu com representantes da Embrapa, do Senar e da CNA para tratar da etapa de encerramento do Rally Forrageiras para o Semiárido, marcada para 27 de novembro, em Ibaretama. Idealizado pelo Instituto CNA, o Rally, iniciado em agosto na Bahia, percorre dez municípios do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, com dias de campo, capacitações e demonstrações em Unidades de Referência Tecnológica. A iniciativa apresenta variedades e tecnologias para o planejamento forrageiro, com foco na segurança alimentar dos rebanhos e na sustentabilidade da produção. No Ceará, 497 pequenas propriedades receberam áreas de forragem em 2025. A meta anual é atender 500 propriedades. O programa é realizado pela CNA, em parceria com a Embrapa e o Instituto CNA, e trabalha com culturas como milho, sorgo, palma, soja e capim, buscando reduzir os impactos da estiagem recorrente.

Ceará lidera produção nacional de acerola

O Ceará lidera a produção de acerola no Brasil, com 70,9 mil toneladas colhidas em 2025, o equivalente a 45% da produção nacional. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que levantou pela primeira vez informações específicas sobre a cultura no País. Seis dos dez municípios brasileiros com maior produção estão no Ceará. Ubajara ocupa a segunda posição nacional, com 9,97 mil toneladas, seguida por Jaguaruana, com 7,76 mil; Maranguape, com 7,32 mil; Tianguá, com 7,01 mil; Limoeiro do Norte, com 6,11 mil; e Russas, com 4,75 mil toneladas. Entre os 20 maiores produtores, o Estado reúne 13 municípios. O valor da produção cearense alcançou R$ 216,6 milhões em 2025, correspondendo a 46,5% do valor nacional, de R$ 464,3 milhões. Ceará e Pernambuco, segundo maior produtor, concentram mais de 80% da produção brasileira da fruta.

Prazo para declaração do ITR termina em 30 de setembro

Termina em 30 de setembro o prazo para a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) referente a 2026. No Ceará, cerca de 160 mil contribuintes declararam o tributo nos últimos três anos. Até 9 de setembro, 95 mil declarações haviam sido entregues, segundo dados da Receita Federal. Devem declarar o ITR proprietários, titulares do domínio útil e possuidores de imóveis rurais, inclusive usufrutuários. A obrigação considera a situação do imóvel em 1º de janeiro de cada ano. O imposto é federal e tem como base de cálculo o Valor da Terra Nua Tributável (VTNt), considerando também a área total e o grau de utilização da propriedade.

Há imóveis imunes ou isentos, conforme critérios legais, incluindo determinadas áreas públicas, terras indígenas, propriedades de entidades sindicais e pequenos imóveis rurais que atendam às condições previstas na legislação. A declaração é feita por meio dos documentos Diac e Diat, disponíveis no sistema da Receita Federal. O pagamento pode ocorrer à vista ou em até quatro parcelas. O atraso gera multa de 1% ao mês, com valor mínimo de R$ 50.

CNA defende integração de dados para avançar na regularização ambiental

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu a integração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com outras bases públicas como medida para ampliar a eficiência da análise cadastral e da regularização ambiental de imóveis rurais. A posição foi apresentada durante o evento “Cadeias Produtivas, Indústria e a Implementação do Código Florestal”, realizado na quarta-feira (23), em Brasília. A entidade destaca que o cruzamento de dados é necessário para identificar sobreposições de áreas e enfrentar desafios fundiários durante a análise dos cadastros. Ela também destacou a necessidade de ampliar a orientação aos produtores sobre as etapas da regularização, ressaltando que a inscrição no CAR, isoladamente, não comprova o cumprimento do Código Florestal. Durante o evento, foi apresentado o RetifiCAR, projeto desenvolvido pela CNA para auxiliar produtores na correção de informações cadastrais. A entidade avalia que a regularização pode contribuir para ampliar o acesso ao crédito rural e atender exigências ambientais de diferentes mercados, além de proporcionar maior segurança jurídica aos produtores.