O partido político foi criado para juntar pessoas com ideias e formular políticas públicas a serem apresentadas à sociedade e ao eleitor. Seriam pessoas que pensam de forma semelhante sobre política, economia, programas sociais, educação, saúde e segurança.
A legislação criada restringe os partidos ou envolve legendas em “negociatas” para chegar ao poder e não para implantar projetos. Os partidos simplesmente rasgaram estatutos, princípios e a organização em grupo para entrar em negociações nas quais o objetivo é faturar ou chegar ao governo e ao Parlamento a todo custo, negociando o horário de rádio e TV e o Fundo Eleitoral.
No Ceará e em outros 16 estados, somente dois candidatos terão participação no horário gratuito de rádio e TV e estão recebendo verbas do Fundo Eleitoral por conta das amplas alianças. Os candidatos que ficaram fora das alianças reclamam da discriminação.
O mesmo processo ocorre na eleição presidencial. A mídia fora do padrão sustenta a polarização entre Lula e Bolsonaro, eliminando as possibilidades de outras candidaturas. Os grandes partidos sustentam a mídia na internet e conquistam horários no rádio e na TV para manter a polarização, tirando do eleitor o direito de avaliar outras candidaturas. É só observar as intenções de voto de Zema e Caiado.
Juristas e ministros do STF e TSE questionam artigos da Lei Eleitoral
O brasileiro comum, o eleitor, não entende por que os partidos políticos existem e não têm candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais. Não compreende por que há partidos com grande tempo no horário eleitoral, enquanto outros não podem participar da programação eleitoral.
O eleitor também não entende como candidatos ou presidentes de partidos envolvidos em crimes eleitorais seguem candidatos e dirigindo partidos. Mais complicado ainda: o eleitor não consegue compreender por que a Justiça Eleitoral ainda não tem respostas sobre a utilização das redes sociais no processo eleitoral.
A Lei Eleitoral foi elaborada por deputados, senadores e presidentes de partidos, com participação de ministros do TSE. Na realidade, os grandes interessados, que são os presidentes de partidos e parlamentares, elaboraram a legislação colocando seus interesses, não os do eleitor.
Os sucessivos escândalos sobre compra de votos provocaram uma mudança. Empresas foram proibidas de fazer doações para campanhas. O contribuinte está bancando R$ 5 bilhões para os partidos e outros R$ 2 bilhões para o TSE realizar a eleição.
Os partidos movimentam um caixa invejável, distribuído aos candidatos. Eleitores e juristas também se perguntam sobre a influência do dinheiro de emendas parlamentares na eleição, desequilibrando o processo eleitoral.
O papel da imprensa
Nos últimos dias, surgiu um fato novo: o papel da imprensa. Ministros do STF e do TSE, de repente, retiraram da gaveta a discussão sobre a volta da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. O próprio STF decidiu abolir a exigência do diploma por sugestão do ministro Gilmar Mendes, em 2009. O ministro se sentiu atacado e viu, no fim da exigência do diploma, a entrada de qualquer pessoa para escrever, opinar e comentar nas mídias. Agora, acredita ter sido um erro.
A decisão do STF fez surgir falsos profissionais, pessoas sem habilitação que penetraram em veículos de comunicação comprando horários, páginas de jornais, abrindo blogs, sites e perfis no Instagram, nos quais atacam pessoas sem preocupações legais, inclusive ministros dos tribunais brasileiros. A Federação Nacional dos Jornalistas tem promovido muitas iniciativas para restabelecer a exigência do diploma para o exercício do jornalismo.
Yuri e Nenen Coelho, destaques para a Câmara Federal
O MDB trabalha para manter a bancada de dois deputados federais. Yuri do Paredão figura entre os mais votados. O outro nome do partido é Nenen Coelho, que nunca perdeu uma eleição. Foi três vezes prefeito de Novo Oriente e duas vezes deputado federal. Yuri do Paredão aparece como nome para projetos majoritários em 2028 e 2030.
O brilho de Jô Farias
A deputada Jô Farias é destaque como parlamentar na Assembleia Legislativa. Na ação política, é altamente participativa e envolvida. Atuou fortemente para a conquista do Polo Automotivo, a duplicação de estradas e escolas em todo o Vale do Caju. Jô Farias tem um padrinho popular: o prefeito de Horizonte, Nezinho Farias, com grande popularidade em Horizonte e Pacajus.
Elmano x Ciro
Elmano terá mais tempo que Ciro Gomes no horário eleitoral. A diferença é de poucos segundos. O Capitão Wagner foi decisivo para a campanha de Ciro no horário gratuito de rádio e TV, conseguindo o apoio da Federação União Brasil/PP, cujos presidentes dos partidos apoiam a reeleição de Elmano de Freitas.
Júnior Mano coordena campanhas de Cid e Giordanna Mano
O deputado Júnior Mano não é um suplente fraco ou daqueles que estão apenas para preencher uma exigência legal. É participativo. Está coordenando a campanha de reeleição de Cid Gomes ao Senado Federal e a campanha de Giordanna Mano a deputada federal.
Milhã, a terra do leite
O município de Milhã triplicou sua produção de leite, passando de 120 mil para 360 mil litros. O prefeito Alan Macêdo está comemorando. “Em breve, com estradas asfaltadas para escoar a produção, vamos crescer mais”, disse, agradecendo ao governador Elmano.
