“Ah, mas não tem juros!” Quantas vezes você já ouviu essa frase para justificar uma compra? O parcelamento sem juros existe, sim, mas ele muda a forma como a gente pensa sobre dinheiro, e nem sempre para o bem.
Quando o preço é dividido em várias vezes, o valor de cada parcela parece pequeno, quase inofensivo. Só que o compromisso todo mês continua existindo, e, quando várias parcelinhas pequenas se juntam, elas formam um orçamento apertado sem você nem perceber como isso aconteceu.
Antes de parcelar, vale fazer duas perguntas simples: eu compraria isso à vista, com o dinheiro que tenho hoje? E: essas parcelas cabem no meu orçamento dos próximos meses, considerando outros compromissos que já existem?
Se a resposta para as duas for sim, parcelar pode ser uma estratégia inteligente, principalmente se o dinheiro que ficaria “livre” for usado com propósito, como investir ou guardar. Se a resposta for não, o parcelamento só está adiando um problema que vai aparecer com juros ou aperto no futuro.
Outra dica: sempre que possível, negocie desconto para pagamento à vista. Muita loja dá entre 5% e 10% de abatimento, e esse dinheiro no seu bolso vale mais do que parcelas espalhadas.
Parcelar não é errado. Parcelar sem calcular é que costuma dar dor de cabeça. Bons investimentos e cuide bem das suas finanças.
