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O talento que gera negócios: quando empreender vai além da empresa

No Ceará, essa realidade também impressiona
Foto: Opinião CE

O empreendedorismo brasileiro nunca esteve tão presente no cotidiano do país. Mais do que abrir empresas, empreender significa identificar oportunidades, inovar e transformar conhecimento em valor. Hoje, o Brasil soma mais de 21 milhões de pequenos negócios ativos, segundo dados do Sebrae e da Receita Federal. Juntos, esses empreendimentos representam a maior força da economia nacional, respondendo por grande parte da geração de empregos e da renda em todos os estados.

No Ceará, essa realidade também impressiona. Os pequenos e médios negócios correspondem a mais de 90% das empresas ativas, evidenciando a capacidade empreendedora dos cearenses e a importância da inovação para o desenvolvimento econômico. Em um mercado cada vez mais competitivo, prosperam aqueles que conseguem enxergar possibilidades onde muitos veem apenas desafios.

Foi justamente sobre essa capacidade de transformar talento em oportunidade que o programa Mesa de Negócios, apresentado pelos jornalistas Karla Sousa e Jordan Vall, recebeu o pianista e empresário Felipe Adjafre. A conversa mostrou que o empreendedorismo não está restrito aos escritórios ou às grandes corporações. Ele também nasce da cultura, da criatividade e da arte.

Mais de 21 milhões de pequenos negócios movimentam a economia brasileira. Foto: Caterine Rocha/Opinião CE

Reconhecido nacionalmente por sua trajetória como pianista, Felipe Adjafre construiu uma carreira sólida nos palcos, mas foi além da música. Percebendo novas demandas do mercado, criou um negócio especializado em locação de pianos para eventos, levando experiências musicais para casamentos, solenidades e grandes produções. O olhar empreendedor o conduziu, posteriormente, aos segmentos de vinhos e, mais recentemente, ao mercado de suplementação, mostrando que diversificar pode ser uma estratégia importante para crescer de forma sustentável.

Sua trajetória ilustra uma das principais características do empreendedor moderno: a capacidade de reinventar-se sem perder sua essência. Em vez de abandonar a música, Felipe fez dela a base para construir novos negócios, conectando diferentes mercados por meio da criatividade, da gestão e da inovação.

Esse movimento acompanha uma tendência observada em todo o mundo. A chamada economia criativa, que reúne setores como música, audiovisual, design, tecnologia, gastronomia e entretenimento, cresce a cada ano e demonstra que o capital intelectual e cultural pode ser tão valioso quanto qualquer outro ativo econômico. Cada vez mais, profissionais transformam conhecimento, talento e experiências em negócios rentáveis, ampliando oportunidades e movimentando cadeias produtivas inteiras.

Durante a entrevista ao Mesa de Negócios, ficou evidente que empreender exige planejamento, disciplina, visão de mercado e disposição para inovar continuamente. Mais do que identificar boas oportunidades, é preciso construir conexões entre diferentes áreas e compreender as mudanças no comportamento do consumidor.

A história de Felipe Adjafre representa exatamente esse novo perfil de empreendedor: alguém que faz da paixão o ponto de partida, mas utiliza estratégia, gestão e capacidade de adaptação para expandir horizontes. É um exemplo de que o sucesso empresarial pode nascer da arte, desde que talento e planejamento caminhem na mesma direção.

Em um país movido por milhões de pequenos negócios, histórias como essa inspiram porque mostram que empreender é, acima de tudo, acreditar no próprio potencial. Quando talento encontra visão empreendedora, surgem negócios capazes de gerar desenvolvimento, movimentar a economia e inspirar novas gerações a transformar sonhos em oportunidades concretas.

Confira a entrevista completa:

CDL Jovem Fortaleza promove almoço empresarial com o diretor de Atendimento e Relacionamento da TOTVS Nordeste, Marcos Saraiva

A CDL Jovem Fortaleza promoveu, na terça-feira (16), no Grand Parrilla Steak House, mais uma edição do Almoço Empresarial, reunindo empresários, gestores e profissionais para discutir os impactos da inteligência artificial no ambiente corporativo. O encontro contou com a participação de Marcos Saraiva, diretor de Atendimento e Relacionamento da TOTVS Nordeste, que apresentou reflexões sobre os desafios e oportunidades da transformação digital nas empresas.

Durante a palestra, o executivo abordou a crescente presença da inteligência artificial nos processos de gestão, destacando a importância de aliar tecnologia, estratégia e capacitação para gerar ganhos de produtividade e competitividade. Saraiva também compartilhou experiências e tendências observadas pela TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil e líder em sistemas de gestão na América Latina.

Impacto social deixa de ser apenas propósito e passa a integrar a estratégia das PMEs

Embora a agenda ESG esteja cada vez mais presente nas pequenas e médias empresas, o pilar social ainda costuma receber menos atenção do que iniciativas ligadas à governança e à sustentabilidade ambiental. Dados do Sebrae mostram que quase 70% dos pequenos negócios brasileiros já adotam alguma prática ESG, mas, enquanto a governança registra adesão de 87,2% e as ações ambientais alcançam 75%, as iniciativas sociais aparecem em apenas 56,4% dos casos. O cenário mostra que muitas corporações ainda enxergam o impacto social como uma ação paralela ao negócio, e não como parte da estratégia.

Essa mudança também reflete uma transformação no comportamento dos consumidores. Segundo o estudo “Mercado da Maioria – Um consumidor com propósito: engajamento e ESG”, da PwC, 55% dos consumidores brasileiros afirmam prestar mais atenção às causas apoiadas por uma marca do que há dez anos, evidenciando que propósito e impacto positivo passaram a influenciar de forma crescente a percepção sobre marcas e produtos.