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O Brasil elegeu o político digital para o Senado, a Câmara, as Assembleias e a Presidência

A nova geração de políticos se projeta nas redes sociais. São os políticos digitais, frutos da internet. Os...
Foto: Ton Molina/Agência Senado

A nova geração de políticos se projeta nas redes sociais. São os políticos digitais, frutos da internet. Os partidos tradicionais também estão mudando para atrair esses militantes. Um exemplo é Flávio Bolsonaro. “O PT é analógico e precisa se atualizar”, declarou o presidente do partido.

Os dez deputados federais mais votados no Brasil têm menos de 35 anos. Todos são deputados digitais, que se elegeram atacando instituições e lideranças políticas, como governadores, prefeitos e ministros do STF.

A força da internet elegeu deputados federais com mais de três milhões de votos em São Paulo. No Ceará, o deputado André Fernandes, aos 28 anos, obteve 12% dos votos válidos. Um recorde histórico.

Ocorrem também os fracassos. Carmelo Neto e Célio Studart foram praticamente rejeitados pelo universo da internet e se elegeram pelas chamadas sobras eleitorais. Até quando — ou até onde — vai a longevidade de um político no mundo digital? O tempo vai dizer. Eles se dizem contra o político profissional. Célio Studart e Carmelo estão no quarto mandato como deputados de internet. São exemplos.

Lula e Flávio irão brigar por votos via internet

Lula e Flávio Bolsonaro, que irão disputar o segundo turno, já investiram mais de R$ 50 milhões em impulsionamento nas redes sociais. Isso não basta. Mais importante é gerar engajamento, conquistar seguidores e transformar esse apoio em votos.

O internauta é volátil, capaz de mudar de voto e também de seguir a tendência de aderir às discussões entre a direita e a esquerda.

O mercado financeiro é uma das pautas dos usuários da internet. Muitos são investidores. Outro segmento é o da população de baixa renda, que quer ouvir se os benefícios sociais serão mantidos.

A internet venceu as pesquisas?

Os institutos Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas erraram feio em relação ao resultado da eleição presidencial no primeiro turno.

Os mesmos institutos erraram nas eleições estaduais em quase todo o país, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.

O Ibope foi extinto por erros bem menores. Não se sabe ao certo se Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas pretendem divulgar novas pesquisas e se irão mudar seus questionários, suas equipes de estatísticos e até incluir a intenção de voto dos internautas.

Eleição da esquerda contra a direita, dos políticos digitais ou dos que não votaram

A eleição de 2026 fez estragos. Tirou de cena muitas velhas lideranças, principalmente no Senado, tradicional espaço dos políticos mais experientes. O eleitor, em sua maioria, optou por jovens novatos. Garantiu oito anos no Senado para quem prometeu o impeachment de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Luiz Fux, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes.

O Supremo Tribunal Federal foi a pauta número um de todos os candidatos eleitos no campo da direita. A promessa era clara: sacar os ministros, acabar com a vitaliciedade e estabelecer mandatos.

O olhar dos candidatos Flávio e Lula está fixo nos eleitores que não foram votar. São 33 milhões. Eles representam 21% do eleitorado brasileiro e têm grande importância.

Federação Rede/PSOL não conseguiu atingir o quociente eleitoral

O PSOL, verdadeiramente um partido de esquerda, elegeu dois deputados estaduais, Gabriel Biologia e Léo Sucurite, e irá se despedir do deputado Renato Roseno, que não se elegeu deputado federal. Roseno é um dos melhores parlamentares da Alece e aprendeu sobre direitos humanos com líderes como Mário Mamede e João Alfredo.

Renato Roseno não irá para o ostracismo. Com certeza, será secretário de Estado no segundo governo de Elmano de Freitas, na área de direitos humanos. “Vou dedicar minha energia para buscar votos e reeleger Lula”, afirmou.

A força de Domingos Filho e Romeu Aldigueri

Domingos Filho se elegeu deputado estadual pela quinta vez. Elegeu a filha, Gabriela Aguiar, vice-governadora, e seu filho foi reeleito deputado federal. A esposa é prefeita de Tauá.

Outro grande líder que surge das urnas é o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, que foi reeleito. A esposa, Tainah Marinho, foi eleita deputada federal e se tornou a mulher mais votada na história do Ceará para a Câmara Federal. O irmão, Aníbal Filho, é o prefeito de Granja. A maior vitória de Aldigueri foi abrir mão de colégios eleitorais para ajudar na eleição de colegas e desistir do projeto de ser deputado federal. Nos bastidores, seu nome aparece como o de um dos prováveis sucessores de Elmano.

Felipe Mota propõe encontro entre Flávio e Ciro

“Flávio Bolsonaro precisa procurar Ciro Gomes e entregar a coordenação no Nordeste para vencer a eleição”. A declaração é do deputado Felipe Mota, criador do “Café das Oposições”. Segundo ele, por um erro da campanha de Ciro, nenhum dos deputados do grupo foi reeleito. Felipe Mota afirma que essa decisão precisa ser tomada com urgência para garantir votos no Nordeste.

Chagas Vieira: “Estamos em busca de 70% dos votos”

Coordenador-geral da campanha à reeleição do governador Elmano de Freitas e responsável pela vitória no primeiro turno, Chagas Vieira fez as contas. “Precisamos de, no mínimo, 500 mil votos para contribuir com a vitória de Lula no segundo turno”. O senador Camilo Santana convocou todas as pessoas que trabalharam pela vitória de Elmano. “Precisamos do esforço de cada um e cada uma que nos ajudou no 1º turno”.

As maiores vitórias de Elmano no Ceará

Os maiores resultados do governador Elmano, em percentual de votos válidos no Ceará, foram registrados em Granja, com 68,6%; Crateús, com 66%; Brejo Santo, com 65%; Quixeramobim, com 64,8%; e Canindé, com 64,6%.