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Mercado de sorvetes movimenta mais de R$ 14 bilhões por ano e revela a força de uma marca cearense no Nordeste

Em entrevista ao Mesa de Negócios, CEO Filipe Segantini destaca sucessão familiar, inovação e estratégia que levaram a Frosty a se consolidar como uma das principais marcas de sorvetes do Nordeste
Empresário Filipe Segantini representa uma nova geração à frente do Grupo Frosty. Foto: Caterine Rocha/Opinião CE

O mercado brasileiro de sorvetes e gelatos vive um momento de expansão. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS), o País reúne mais de 11 mil empresas, responsáveis por um faturamento superior a R$ 14 bilhões anuais. Em um setor cada vez mais competitivo, cresce quem consegue compreender o comportamento do consumidor, inovar e manter a qualidade. Foi exatamente sobre essa combinação que conversamos no Mesa de Negócios com o CEO do Grupo Frosty, Filipe Segantini.

A entrevista completa fica disponível no canal do YouTube do Opinião CE a partir das 20h desta sexta-feira (6).

Aos 25 anos, Filipe representa uma nova geração de empresários que assumem grandes desafios sem abrir mão da essência construída por sua família. O processo de sucessão foi conduzido de forma planejada por Edgar Segantini, após décadas liderando a empresa, assumiu a Presidência do Conselho, transferindo a gestão executiva para o filho. Uma mudança que demonstra maturidade empresarial, confiança e compromisso com a continuidade do negócio.

Muito antes de ocupar a cadeira de CEO, Filipe já aprendia, dentro de casa, que empreender exige responsabilidade, disciplina e respeito pelo dinheiro. Uma das histórias mais marcantes dessa formação envolve a marca Marujinho, integrante do Grupo Frosty. Ainda criança, ele decidiu vender picolés Marujinho na escola para juntar dinheiro e comprar um brinquedo que desejava. A experiência, no entanto, foi além da venda: ao chegar em casa, precisou prestar contas ao pai sobre cada produto comercializado, aprendendo desde cedo que todo negócio exige organização, transparência e responsabilidade.

Filipe Segantini, CEO do Grupo Frosty, durante entrevista ao Mesa de Negócios. Foto: Caterine Rocha/Opinião CE

Essa cultura empresarial ajuda a explicar a trajetória da Frosty. Após 36 anos de história, a empresa tornou-se a marca de sorvetes mais vendida do Nordeste e está presente em praticamente todos os estados da região, faltando apenas Alagoas, Sergipe e Bahia. Mas os planos não param por aí. A expansão para esses mercados já faz parte da estratégia da companhia, que busca não apenas liderar em vendas, mas também tornar-se a marca de sorvetes mais lembrada pelos consumidores nordestinos.

Outro aspecto que chama atenção é a capacidade de adaptação da empresa às mudanças de consumo. Filipe revelou que praticamente todas as decisões estratégicas passam pelo monitoramento constante realizado nas lojas. A Frosty acompanha diariamente o comportamento dos clientes, identifica tendências, analisa o desempenho dos produtos e não hesita em retirar do mercado linhas que deixaram de atender às expectativas dos consumidores.

Foi dessa escuta permanente que nasceram investimentos em produtos alinhados ao novo perfil do consumidor. Linhas de sorvetes à base de frutas, versões sem açúcar e opções voltadas a quem busca uma alimentação mais equilibrada passaram a integrar o portfólio da empresa, substituindo produtos que perderam espaço. A inovação, segundo Filipe, acontece ouvindo quem realmente importa: o cliente.

Mais do que fabricar sorvetes, o Grupo Frosty demonstra que empresas longevas são aquelas capazes de preservar seus valores enquanto evoluem com o mercado. Crescer, inovar e manter a simplicidade talvez seja um dos maiores diferenciais da marca.

A trajetória de Filipe Segantini deixa uma importante reflexão para os jovens empreendedores cearenses. Não existe idade certa para liderar quando há preparo, dedicação e disposição para aprender todos os dias. Grandes empresas não são construídas apenas com boas ideias, mas com disciplina, coragem para inovar e humildade para ouvir. Que a história da Frosty inspire uma nova geração de empresários a acreditar que é possível transformar um sonho nascido no Ceará em uma marca admirada, competitiva e cada vez mais presente na vida dos brasileiros.

Feira Regional da Beleza esgota estandes e reúne mais de 500 marcas em edição histórica

Caravanas de todo o país já estão se organizando para participar, entre os dias 18, 19 e 20 de outubro, das 13 às 21 horas, no Pavilhão Leste do Centro de Eventos do Ceará, da 34ª edição da Feira Regional da Beleza. Organizada pela Associação dos Cabeleireiros do Estado do Ceará (ACEC), já estão confirmadas mais de 500 marcas e 200 empresas de cosméticos voltadas para os públicos feminino e masculino. 

Preços especiais, lançamentos, tendências e oportunidades de negócios são o diferencial deste evento, que também tem um olhar para o lado social, com cortes de cabelos gratuitos para doação e confecção de perucas e a arrecadação de alimentos não-perecíveis para diversas instituições filantrópicas. Ocupando uma área total de 13.500 metros quadrados e 400 estandes, durante três dias os profissionais do setor (cabeleireiros, barbeiros, manicures, maquiadores, esteticistas e revendedores) poderão também se reciclar.

Banco Central reforça segurança do Pix com novas regras para mais de 170 milhões de usuários

A segurança cibernética se tornou um requisito estratégico para bancos, fintechs e demais participantes do Sistema Financeiro Nacional. Com a entrada em vigor das Resoluções BCB nº 538 e CMN nº 5.274, o Banco Central passou a exigir que as instituições demonstrem controles mais robustos de proteção digital, rastreabilidade e gestão de riscos. Organizações que não comprovarem maturidade suficiente poderão enfrentar medidas como exigências adicionais de adequação, acompanhamento reforçado e, em situações críticas, restrições temporárias relacionadas à operação do Pix.

A mudança ocorre em um momento em que o sistema de pagamentos instantâneos alcança números recordes no país. Atualmente, o Pix já é utilizado por mais de 170 milhões de pessoas físicas, o equivalente a cerca de 80% da população brasileira. Somente em janeiro de 2026 foram registradas mais de 7 bilhões de transações, enquanto o volume financeiro movimentado ultrapassou R$ 3 trilhões em outubro de 2025. Em 5 de dezembro de 2025, o sistema atingiu um novo recorde, com mais de 313 milhões de operações realizadas em apenas um dia.