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A Economia das Conexões: por que networking virou estratégia de negócios

Cleiton Benizio, diretor distrital do BNI Nordeste, destaca como confiança, reciprocidade e conexões estratégicas podem transformar relacionamentos em oportunidades concretas de negócios
Entrevista com Karla Sousa e Jordan Vall aborda o poder das conexões, da confiança e da reciprocidade para a geração de negócios. Foto: Caterine Rocha/Opinião CE

Em um mercado cada vez mais competitivo, ter um bom produto ou serviço já não é suficiente. É preciso ser lembrado, recomendado e, principalmente, estar presente nas redes de relacionamento certas. É nesse cenário que o networking deixa de ser apenas uma troca de cartões, um café entre empresários ou uma conversa rápida em um evento. Quando realizado de forma estratégica, ele se transforma em uma poderosa ferramenta de geração de oportunidades, parcerias e negócios.

E os números ajudam a dimensionar essa força.

Em Fortaleza, os grupos do BNI movimentaram mais de R$ 40 milhões em negócios ao longo dos últimos três anos, demonstrando como uma rede estruturada de relacionamentos pode gerar resultados concretos para empresários e empresas. O dado revela que networking, quando construído com método, confiança e reciprocidade, pode se transformar em uma importante estratégia de crescimento econômico.

A força dessas conexões também se reflete globalmente. O BNI reúne atualmente centenas de milhares de empresários e profissionais em dezenas de países e movimenta bilhões de dólares por meio de indicações comerciais e relacionamentos estruturados.

Mas, além dos números, existe um fator que ajuda a explicar por que o networking se tornou uma ferramenta cada vez mais relevante para a economia: negócios são feitos entre pessoas que confiam umas nas outras.

Essa é uma das principais reflexões da entrevista que realizamos no Mesa de Negócios Insights com Cleiton Benizio, Diretor Distrital do BNI Nordeste. A conversa mostra que networking não significa simplesmente conhecer muitas pessoas. Significa construir relacionamentos consistentes, compreender o negócio do outro e criar conexões capazes de gerar valor para todos os envolvidos.

Grupos do BNI em Fortaleza movimentaram mais de R$ 40 milhões em negócios nos últimos três anos. Foto: Caterine Rocha/Opinião CE

É aí que está uma das grandes diferenças entre uma rede de contatos e uma rede estratégica. Ter mil contatos no celular não garante uma única oportunidade. Participar de dezenas de eventos não significa, necessariamente, construir relacionamentos. O verdadeiro networking exige presença, interesse genuíno, escuta e reciprocidade. Uma boa conexão começa, muitas vezes, com uma pergunta simples: como posso ajudar?

Essa lógica está presente na filosofia Givers Gain, um dos pilares do BNI. A ideia é que, ao contribuir para o crescimento de outras pessoas e empresas, também fortalecemos a nossa própria rede e ampliamos as possibilidades de geração de negócios. Em outras palavras: antes de pedir uma indicação, é preciso se tornar alguém que merece ser indicado.

Para empresários e profissionais, essa mudança de mentalidade é fundamental. Networking não deve ser uma estratégia utilizada apenas quando a empresa precisa vender mais ou conquistar clientes. Ele precisa fazer parte da construção permanente de reputação e relacionamento. A indicação, afinal, carrega algo que nenhuma publicidade consegue comprar diretamente: confiança transferida.

Quando alguém apresenta um profissional ou uma empresa para outra pessoa, está colocando sua própria credibilidade em jogo. Por isso, quanto maior a confiança construída dentro de uma rede, maior tende a ser a qualidade das oportunidades geradas. E, em um mundo cada vez mais automatizado, esse fator humano ganha ainda mais relevância.

A inteligência artificial pode acelerar processos. A tecnologia pode aproximar pessoas. As redes sociais podem ampliar nosso alcance. Mas nenhuma ferramenta substitui completamente a confiança construída em uma conversa, em uma experiência positiva ou em um relacionamento cultivado ao longo do tempo. O futuro dos negócios continuará sendo tecnológico, mas também será profundamente relacional. A grande pergunta, portanto, talvez não seja apenas quantas pessoas você conhece, mas quantas pessoas conhecem de verdade o valor que você entrega?

Porque boas conexões não se medem pelo número de cartões distribuídos, seguidores conquistados ou contatos acumulados. Elas se medem pela capacidade de gerar confiança, colaboração e oportunidades. No fim das contas, networking estratégico não é sobre estar em todos os lugares.

É sobre estar conectado às pessoas certas, pelos motivos certos, e construir relações capazes de transformar uma conversa em uma oportunidade — e uma oportunidade em negócio.

Nesta sexta-feira (28), às 20h, o Mesa de Negócios Insights recebe Cleiton Benizio, Diretor Distrital do BNI Nordeste, para uma conversa sobre o poder das conexões e como o networking estratégico pode transformar relacionamentos em oportunidades concretas para os negócios. A entrevista com Karla Sousa e Jordan Vall vai ao ar no canal do OpiniãoCE no YouTube.​

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CASACOR Ceará 2026 confirma elenco da 28ª edição

A CASACOR Ceará 2026 reúne, em seu elenco, profissionais de diferentes gerações, trajetórias e especialidades ligadas à arquitetura e ao urbanismo, ao design de interiores e ao paisagismo. Em sua 28ª edição, a mostra acontece de 15 de outubro a 29 de novembro, no imóvel da Rua Tibúrcio Cavalcante, 607, de propriedade da Construtora Moura Dubeux, com cerca de 35 ambientes e o tema “Mente e Coração”, que convida a refletir sobre a relação entre as pessoas e os espaços que fazem parte de suas vidas. 

A composição do elenco coloca lado a lado profissionais com diferentes experiências e formas de interpretar o morar, trabalhar, receber e conviver. Essa diversidade é parte da identidade da mostra e permite ao público conhecer diferentes olhares sobre os espaços contemporâneos, em projetos que passam por ambientes residenciais, comerciais, corporativos, gastronômicos, áreas externas e espaços de convivência.

Mercado imobiliário registra alta de 22% no VGV em julho e alcança R$ 5,3 bilhões em vendas em 2026

O mercado imobiliário de Fortaleza e da Região Metropolitana movimentou R$ 795,3 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em julho de 2026, crescimento de 22% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com o resultado, o VGV vendido acumulado nos sete primeiros meses do ano alcançou R$ 5,3 bilhões, avanço de 13% sobre os R$ 4,7 bilhões registrados entre janeiro e julho de 2025.

Fortaleza respondeu por R$ 4,2 bilhões do volume comercializado no acumulado, alta de 19% na comparação anual. Na Região Metropolitana, o VGV vendido somou R$ 1,1 bilhão, com retração de 3%. Em unidades, os dois mercados contabilizaram 10.067 imóveis vendidos de janeiro a julho, 3% acima das 9.773 unidades negociadas no mesmo intervalo de 2025.