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Justiça acolhe manifestação do MP e revoga prisão de João Munhoz

O namorado de Isabelle Caracristi, jovem encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com ele, estava preso desde 22 de setembro
Foto: Reprodução

A Justiça acolheu manifestação do Ministério Público e revogou a prisão de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi. A decisão é do Juízo da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. A jovem de 22 anos foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com ele e com a sogra.

A decisão estabeleceu, como medidas cautelares, distanciamento dos familiares da vítima, monitoramento eletrônico e a proibição de se ausentar da comarca. O pedido de soltura foi solicitado pela defesa de Munhoz.

João, de 34 anos, foi preso no dia 22 de setembro por suspeita de violência psicológica contra a namorada e indução ao suicídio.

Precipitação voluntária

A investigação da Polícia Civil e os exames periciais realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontaram que Isabelle morreu após uma precipitação voluntária do rooftop do edifício, conforme informado pelas autoridades.

A queda provocou múltiplas lesões no corpo da universitária, mas, segundo a perícia, não foram identificados sinais de violência física anteriores à queda. A Pefoce também informou que as lesões eram compatíveis com o impacto contra o solo.

Apesar da conclusão sobre a dinâmica da queda, a Polícia Civil manteve sob investigação a possível participação de terceiros no contexto que antecedeu a morte, especialmente diante dos indícios relacionados à violência psicológica e à hipótese de indução ao suicídio.

Mais de 700 vídeos são analisados

Mais de 700 vídeos estão sendo analisados pela Polícia Civil como parte da investigação. Segundo Márcio Gutiérrez, não existem câmeras de segurança instaladas no rooftop onde ocorreu a queda.

As imagens obtidas de outros pontos do prédio e de áreas próximas, porém, foram utilizadas na reconstrução da dinâmica dos acontecimentos e, segundo a Polícia, corroboram a conclusão sobre a queda. A Pefoce também informou que as imagens de segurança analisadas não apresentaram alterações.

Depoimentos

No último dia 24 de setembro, a Polícia Civil colheu novos depoimentos. Na ocasião, sete pessoas foram ouvidas, incluindo Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João. Também compareceu à delegacia o irmão do namorado de João Munhoz, que viu seu carro ser alvo de busca pelos policiais assim que chegou ao 2º Distrito Policial.

As outras cinco testemunhas ouvidas foram: a cunhada de João (namorada do irmão); uma amiga do irmão e da cunhada; uma amiga de infância de Isabelle; e um homem e uma mulher que estavam na piscina do condomínio quando a jovem caiu.

O irmão de João, a namorada e a amiga do casal foram chamados porque o levaram ao prédio quando souberam da morte de Isabelle. O homem e a mulher foram convocados por estarem num local próximo da queda. A amiga da jovem depôs em relação a ter recebido alguma mensagem da estudante antes da morte, mas isso foi negado.