A Prefeitura de Fortaleza reabriu, nesta quarta-feira (16), o Laboratório para Análise de Alimentos de Origem Animal, utilizado pela equipe de Vigilância Sanitária para analisar produtos apreendidos pela Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis). O serviço estava fechado havia dois anos e foi retomado em uma nova sede, dentro da própria Agefis, com equipamentos novos.
Com a retomada, carnes, pescados e laticínios apreendidos durante fiscalizações poderão passar por identificação e análise. Os produtos considerados impróprios para o consumo humano serão descartados de forma adequada. Já aqueles que estiverem em condições de consumo poderão ser aproveitados e doados, evitando desperdícios.
O prefeito Evandro Leitão (PT) afirmou, durante visita ao local, que a nova estrutura dará mais agilidade ao trabalho da Agefis. Segundo ele, o laboratório anterior foi fechado devido às condições precárias. “Estamos entregando hoje um laboratório de análise de produtos de origem animal, que conta também com uma câmara fria. Esse espaço existia anteriormente no Centro da cidade, na região da Vila Imperador, e estava fechado há dois anos”, informou.
“Logo quando assumimos, tomamos a decisão de fechar o espaço, tendo em vista as condições em que ele se encontrava. Hoje, estamos reabrindo e entregando uma nova estrutura, na própria Agefis. Os produtos são apreendidos e, depois da apreensão, passam pela análise. Portanto, não há mais necessidade de encaminhá-los para outro espaço ou outro local para que essa análise seja realizada”, concluiu Evandro.
Durante o período em que o laboratório permaneceu fechado, os alimentos apreendidos pela Agefis eram descartados de forma adequada, sem passar pelo processo de análise.
Nova estrutura funciona na Agefis
O laboratório conta com seis equipamentos novos, entre eles uma câmara fria, uma balança de precisão e um banho-maria. A estrutura também dispõe de um caminhão refrigerado para garantir o transporte adequado dos alimentos. Os serviços são realizados por uma equipe formada por três médicos-veterinários. O investimento na nova estrutura e nos equipamentos foi de R$ 100 mil.
Para o superintendente da Agefis, Guilherme Magalhães, a retomada do laboratório amplia a capacidade de resposta da Vigilância Sanitária e fortalece a fiscalização.
“Nós tínhamos uma estrutura obsoleta, inclusive uma câmara fria que já não era mais utilizada. Agora, implantamos uma nova câmara fria e um laboratório no mesmo local, os dois aqui na Agefis. Isso traz mais segurança para a população e fortalece a fiscalização. Precisamos fortalecer a fiscalização e o ordenamento da cidade. Como o prefeito sempre diz, a ocupação dos espaços é importante, e precisamos estar presentes em toda Fortaleza”.
Análise define destino dos alimentos apreendidos
De acordo com Josete Malheiros, coordenador de Vigilância em Saúde (Covis) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a existência de um laboratório próprio permite dar mais agilidade e precisão à análise dos produtos de origem animal apreendidos.
“Com a retomada desse serviço, conseguimos avaliar com mais precisão os produtos de origem animal apreendidos, identificar aqueles que oferecem risco à saúde e dar a destinação adequada aos que estão próprios para consumo. É uma estrutura que fortalece a Vigilância Sanitária e, principalmente, protege a população de Fortaleza.”
A retomada do serviço permite, portanto, que a análise seja feita no próprio espaço da Agefis, sem a necessidade de encaminhar os produtos para outra unidade.
