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Em fase final de execução, obras do Cinturão das Águas são vistoriadas no Crato

Quando concluído, sistema deve beneficiar diretamente cerca de 561 mil pessoas em 24 municípios.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva visitou as obras do Cinturão das Águas do Ceará, no  Barro Branco, em Crato. Foto: Ricardo Stuckert.

Após 13 anos da assinatura da ordem de serviço, o Trecho 1 do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) está mais próximo de ser concluído. Os serviços que acontecem em Crato, foram vistoriados nesta sexta-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador Elmano de Freitas (PT). 

Os trabalhos se concentram no lote 3, que compreende os quilômetros 90 e 111 da obra, atravessando Barbalha e Crato. Lá, os serviços estão com cerca de 91% de avanço físico. A previsão é de que todo o lote seja finalizado em 2027.

Com 145 quilômetros de extensão e vazão projetada de 30 metros cúbicos por segundo, o CAC tem como objetivo ampliar a distribuição de água no estado e fortalecer a capacidade de enfrentamento aos períodos de estiagem prolongada, especialmente nas regiões mais afetadas pela escassez de recursos hídricos. 

A expectativa é que o sistema possa beneficiar diretamente cerca de 561 mil pessoas em 24 municípios, ampliando a oferta de água para abastecimento e contribuindo para o desenvolvimento econômico do Ceará.

A obra é responsável por conectar as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), em Jati, à infraestrutura hídrica estadual. Através de canais, túneis e sifões, o recurso hídrico vai desaguar no Rio Cariús, que abastece o açude Orós.

O projeto é executado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH/CE), e conta com investimento total de R$ 2,27 bilhões.

O chamado “eixo emergencial”, nos primeiros 53 quilômetros, foi concluído e entrou em operação em fevereiro de 2021, permitindo a entrada das águas do “Velho Chico” no Ceará. Já os lotes 1, 2 e 5 foram concluídos e inaugurados em 2022.

Perímetro irrigado

O governador Elmano de Freitas reforçou que o CAC será importante para a economia do Ceará e projetou a criação de um perímetro irrigado no Cariri. “Aqui tem solo muito fértil, de gente trabalhadora. Queremos fazer um grande polo de fruticultura no Cariri cearense para exportar. A obra garante água para consumo humano, produção e logística para exportação pela Transnordestina”, destacou.  

O projeto integra uma rede estratégica que inclui também o Eixão das Águas, o Ramal do Salgado e o programa Água Doce. Quando concluída, a Malha D’Água deverá ampliar a segurança hídrica para 5,5 milhões de pessoas, enquanto o CAC também contribui para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, que reúne mais de 4 milhões de habitantes.

“É uma obra que se junta a outras tantas feitas no Ceará e no Nordeste, como o maior programa de segurança hídrica, para matar a sede, para o turismo, produzir alimentos, talvez no mundo. Mais de 1.400 quilômetros de canais e mais de 15 mil quilômetros de adutoras”, reforçou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que esteve com Lula na vistoria.