A vacinação contra a poliomielite passará por uma atualização em todo o país a partir de 3 de agosto de 2026. A principal mudança é a inclusão de uma segunda dose de reforço da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), destinada a crianças aos 4 anos de idade. A medida busca ampliar a proteção contra a doença, conhecida popularmente como paralisia infantil, e manter o Brasil livre da circulação do poliovírus.
Segundo a coordenadora de imunização da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Ana Karine Borges, a atualização fortalece a estratégia de prevenção adotada pelo Estado.
“Essa atualização reforça a proteção das nossas crianças e garante que o Ceará continue livre da poliomielite. É fundamental que as famílias fiquem atentas ao calendário e mantenham o cartão de vacinação em dia”, destacou.
Novo reforço entra no calendário infantil
Com a mudança, o esquema vacinal contra a poliomielite passa a contar com uma dose adicional da VIP aos 4 anos de idade. A atualização faz parte das estratégias de vigilância e prevenção da doença, mesmo sem registros de circulação do vírus no Brasil há décadas. A orientação é que pais e responsáveis acompanhem o calendário vacinal e procurem as unidades de saúde para verificar se há doses em atraso.
Poliomielite ainda preocupa autoridades de saúde
Embora o Brasil tenha registrado o último caso da doença em 1989 e recebido, em 1994, a certificação internacional de área livre da circulação do poliovírus selvagem, especialistas alertam que o risco de reintrodução da doença permanece enquanto houver circulação do vírus em outras partes do mundo. Antes da ampliação da vacinação, a poliomielite provocou milhares de casos no País. Em 1975, por exemplo, o Brasil registrou cerca de 3,4 mil ocorrências da doença, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A infecção pode causar febre, mal-estar, dores no corpo e, nos casos mais graves, atingir o sistema nervoso, provocando paralisia permanente, principalmente nos membros inferiores.
Vacinação foi decisiva para erradicar a doença
De acordo com organismos internacionais de saúde, uma em cada 200 infecções pode evoluir para paralisia irreversível. Entre os pacientes que desenvolvem paralisia, de 5% a 10% podem morrer quando há comprometimento dos músculos responsáveis pela respiração. Por isso, autoridades sanitárias reforçam que manter o cartão de vacinação atualizado continua sendo a principal forma de evitar o retorno da doença e proteger as novas gerações.
