Apesar da tradição nas comemorações, os fogos de artifício exigem cuidados redobrados tanto na compra quanto na utilização.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Impulsionada pelos festejos de São João e pelo clima da Copa do Mundo, a procura por fogos de artifício cresce significativamente nesta época.
Apesar da tradição nas comemorações, esse tipo de produto exige cuidados redobrados tanto na compra quanto na utilização.
De acordo com o presidente do Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) da Assembleia Legislativa (Alece), deputado Fernando Hugo (Republicanos), o assunto reúne a defesa dos direitos do consumidor e a responsabilidade com a saúde pública.
“A comercialização desses produtos precisa seguir regras rígidas para evitar acidentes. Como médico, vejo como algo de extrema importância fazermos esse alerta, principalmente para proteger as crianças, que costumam pedir esses materiais aos pais. É um caso claro em que o cumprimento das leis de consumo se traduz diretamente em prevenção de acidentes e preservação de vidas”, destaca o parlamentar.
Arte: Célula de Publicidade e Marketing da Alece
A escolha do local de compra é uma das principais medidas de segurança. Nesse sentido, o Procon Alece orienta os consumidores a adquirirem os produtos apenas em estabelecimentos autorizados, com licença de funcionamento e condições adequadas de armazenamento.
Além disso, as embalagens devem apresentar identificação do fabricante, instruções de uso e prazo de validade. Também é recomendável evitar artefatos sem procedência conhecida ou comercializados sem acondicionamento apropriado.
ORIENTAÇÕES
O tenente-coronel Giuliano Rocha, da 1ª Companhia do Corpo de Bombeiros (CBMCE) da Alece, reconhece que os fogos de artifício fazem parte de muitas comemorações. “Mas é importante lembrar que estamos lidando com material explosivo“, frisa.
Conforme o oficial, os fogos de artifício são classificados de acordo com o nível de risco e o potencial de explosão.
Classe A: baixo risco, como estalinhos e estrelinhas. Apesar disso, podem provocar queimaduras e exigem supervisão de um adulto.
Classe B: apresentam maior efeito visual e sonoro, como fontes luminosas e pequenos foguetes. O uso deve ocorrer com cautela e em áreas abertas.
Classe C: incluem rojões e outros artefatos com elevado poder explosivo. O manuseio inadequado pode causar amputações e ferimentos graves.
Classe D: destinados ao uso profissional, como baterias e morteiros, devendo ser operados exclusivamente por pessoas habilitadas.
“Um ponto fundamental é que fogos de artifício não são brinquedos. Crianças não devem manusear fogos explosivos. Mesmo os de menor risco devem ser usados apenas com supervisão. Ao utilizá-los, siga as orientações da embalagem. E nunca se deve acender fogos na mão, apontá-los para pessoas ou tentar reacender um artefato que falhou. O correto é acender um de cada vez, manter distância segura e escolher lugares isolados, sem pessoas, sem fiação elétrica, sem copas de árvores ou edifícios”, explica o tenente-coronel.
PREVENÇÃO
Em situações de acidente, a recomendação é agir rapidamente e adotar os procedimentos adequados para reduzir os danos.
“Em caso de queimadura, lave a área com água corrente por alguns minutos e não use receitas caseiras, como pasta de dente ou manteiga. Se houver lesão grave, sangramento ou ferimento nos olhos, procure socorro imediatamente e acione o Corpo de Bombeiros. A festa dura alguns minutos, mas um acidente pode deixar sequelas para a vida toda. Então, prevenção, responsabilidade e respeito às orientações de segurança são fundamentais para que a celebração termine bem”, explica o militar.
ATENDIMENTO
Consumidores que se sentirem prejudicados ou que desejarem esclarecer dúvidas podem procurar o Procon Alece por meio dos canais oficiais.
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