O Ceará alcançou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,773 e consolidou-se na faixa de alto desenvolvimento humano, de acordo com dados divulgados pelo Radar IDHM 2024. O levantamento foi elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa crescimento de 4,4% em relação a 2021, quando o estado registrava índice de 0,740. Em números absolutos, o avanço foi de 0,033 ponto no período. A série histórica também mostra evolução em comparação a 2012, ano em que o Ceará tinha IDHM de 0,709.
Segundo o estudo, o desempenho confirma a recuperação dos indicadores sociais e econômicos observada nos últimos anos. A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) acompanhou o movimento de crescimento e atingiu índice de 0,796 em 2024, permanecendo também na faixa de alto desenvolvimento humano.
Em relação a 2021, quando o índice metropolitano era de 0,769, houve crescimento de 3,5%, equivalente a 0,027 ponto. O relatório aponta melhora nos indicadores da região, mas destaca a necessidade de continuidade das políticas voltadas à redução das desigualdades internas.
No cenário nacional, o Brasil registrou o maior IDHM da série histórica ao atingir 0,805 em 2024. Com o resultado, o país passou a integrar, pela primeira vez, o grupo de nações com Muito Alto Desenvolvimento Humano, quando o índice do país atinge ou supera 0,800.
O levantamento também mostra recuperação após as quedas registradas durante o período da pandemia. O índice brasileiro passou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até alcançar o patamar atual.

Outro dado apresentado pelo Radar IDHM 2024 diz respeito à redução das desigualdades raciais no país. Entre 2012 e 2024, o crescimento do desenvolvimento humano da população negra foi de 10,3%, enquanto, entre a população branca, o avanço foi de 5,5%. Com isso, a diferença entre os dois grupos caiu de 14% para 9% ao longo da série histórica.
O estudo aponta ainda que todas as unidades da Federação registraram crescimento no IDHM entre 2012 e 2024. Os maiores avanços proporcionais ocorreram em estados do Nordeste, com destaque para Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte.
Entre as regiões metropolitanas analisadas, Florianópolis apresentou o maior índice em 2024, com 0,874, seguida por Curitiba, com 0,856. Já os menores resultados foram registrados em Macapá, com 0,762, e Maceió, com 0,776.
