O Ceará registrou crescimento de 149% no número de pessoas pretas e pardas atuando no serviço público estadual. O dado abrange cargos efetivos, comissionados, estagiários e temporários, considerando a autodeclaração étnico-racial. O aumento reflete a atuação da Secretaria da Igualdade Racial (Seir) e a aplicação de políticas afirmativas no Estado.
O levantamento, feito pela Seir em parceria com a Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), comparou os períodos anterior e posterior à sanção da lei (17.432/2021) que criou a reserva de vagas para candidatos negros em concursos do Poder Executivo estadual.
Para a secretária da Seir, Zelma Madeira, o resultado representa um avanço relevante.
“A presença de pessoas pretas e pardas no governo expressa a diversidade que buscamos construir, contemplando diferentes vozes e consolidando um Ceará mais inclusivo. Esse cenário mostra, também, que o Estado se mantém na vanguarda de leis que simbolizam progresso racial“, ressalta Zelma Madeira.
Entre 2016 e 2021, havia 4.783 servidores que se autodeclararam pretos ou pardos. Após a publicação da lei, entre 2021 e 2025, o número subiu para 11.904. Apenas nos cargos comissionados, foram contabilizados 2.902 trabalhadores pretos ou pardos.
Para acompanhar a efetividade das ações afirmativas, foi incluído o campo raça/cor na ficha de ingresso no serviço público. A medida, articulada pela Seir em conjunto com a Seplag, permitiu informações mais detalhadas sobre o perfil étnico-racial dos servidores estaduais e serviu de base para os dados apresentados no levantamento.
