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Polícia do Rio investiga novos casos de estupro por grupo de Copacabana

Novos casos vieram à tona nos últimos dois dias. Uma das possíveis vítimas tinha apenas 14 anos, na época, e diz que foi coagida a não denunciar.
Divulgação/Polícia Civil do RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando mais dois casos de estupro cometido contra alunas do Colégio Federal Pedro II e praticados por integrantes do mesmo grupo que estuprou uma estudante de 17 anos, no último dia 31 janeiro, em Copacabana. O caso ganhou forte repercussão no país.

Uma das novas denúncias envolve uma adolescente que tinha 14 anos à época e que agora está com 17. À 12ª Delegacia de Copacabana, que investiga os casos, a jovem disse, em depoimento, ontem (20), que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência, em 2023, como forma de chantageá-la a não os denunciar.  

A mãe dessa vítima ainda contou aos investigadores que, assim como a primeira vítima, a jovem conhecia um dos envolvidos, o único adolescente, da escola, o Colégio Pedro II. 

O crime teria acontecido na casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à Polícia Civil nesta terça-feira (3), por ter participado do primeiro caso.

“O que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo: o adolescente infrator tinha a confiança da vítima, uma menina de 14 anos, à época, atraiu ela para um apartamento e lá, junto com ele estava o Matheus, preso aqui conosco, e mais uma terceira pessoa”, revelou o delegado responsável pelo caso, Antônio Lages.

A polícia vai solicitar análise telemática para recuperar dados de celulares dos denunciados. 

Um terceiro caso foi descoberto nesta terça-feira.  No depoimento à 12ª Delegacia de Polícia, a mãe da vítima relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria estuprado a filha dela durante uma festa junina, em um salão de festas. 

“Como está muito no começo das investigações ainda, não sei se o ato foi praticado pelo grupo inteiro ou por um deles apenas”, esclareceu o delegado. Ele não deu mais detalhes sobre o local e a vítima. (Com informações da Agência Brasil)