O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) alegou que a determinação de retorno imediato ao seu trabalho na Polícia Federal (PF) é mais um “capítulo da perseguição judicial”, que estaria sofrendo. Através de suas redes sociais, o filho de Jair Bolsonaro afirmou, na noite desta sexta-feira (2), que lutará pelo seu cargo na PF, onde ingressou em 2010.
Eduardo Bolsonaro estava afastado do cargo de escrivão da Polícia Federal para exercer o mandato de parlamentar. Ele foi eleito pelo estado de São Paulo. Contudo, desde março do ano passado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está morando nos Estados Unidos, o que ocasionou sua ausência às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
Com excesso de faltas, seu mandato foi cassado no dia 18 de dezembro. Por isso, a instituição demanda o retorno dele ao cargo em que ele é lotado, no Rio de Janeiro. A ausência injustificada, conforme ato publicado mais cedo, pode ocasionar providências administrativas e disciplinares.
O ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) determina “a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”.
Em resposta, o ex-deputado disse que não tem condições de retornar ao Brasil. “Vocês estão vendo, né? Jair Bolsonaro, mesmo após duas cirurgias, dias depois, retorna para a carceragem da Polícia Federal, enquanto situações muito mais tranquilas, como por exemplo a do ex-presidente Fernando Collor, que tem apneia do sono, ele está em prisão domiciliar. Então, fica aqui mais esse registro de que nós não vivemos no Brasil uma normalidade democrática”, argumentou.
Eduardo enxerga que sofre perseguição, em especial do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. “Então eu ficarei firme, não entregarei meu cargo na Polícia Federal de mãos beijadas, vou lutar por ele, porque eu sei que eu sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso”, disse.
“Eu sei que querem pegar a minha aposentadoria da Polícia Federal, porque eu contribuo para a PF, não contribuo para a aposentadoria de deputado federal, bem como o meu porte de arma e a minha pistola glock, que é brasionada da PF até hoje”, completou o filho de Jair Bolsonaro.
Ida aos EUA
Em março do ano passado, Eduardo Bolsonaro foi para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas em sessões plenárias.
Em setembro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, argumentando que não há possibilidade de exercer o mandato parlamentar estando ausente do território nacional.
Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.
