O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), garantiu a compensação ambiental na área de floresta desmatada no Aeroporto de Fortaleza. De acordo com ele, as ações já estão sendo realizadas. O chefe do Executivo afirmou que deverá ter uma conversa com a empresa, a Fraport, já que “tudo indica que extrapolou a licença autorizada”.
Ele lembrou, aliás, que no projeto do novo Plano Diretor de Fortaleza há um dispositivo que torna a área uma Zona de Proteção Ambiental (ZPA). “Vamos ver como o Plano Diretor vai definir a destinação da área”, afirmou.
De acordo com Elmano, mesmo que haja a compensação ambiental, é preciso garantir condições de ampliação à Fraport, nas condições da concessão que foi feita.
“Vamos buscar compatibilizar o que podemos preservar da mata que tem lá e o que é necessário para o aeroporto não ficar sem condição de ampliação, para ser viável, inclusive, atender aquilo que é necessário para a concessão que foi feita”, acrescentou.
O governador participa, nesta quinta-feira (13), da COP30, maior evento do planeta sobre mudanças climáticas, que acontece em Belém (PA). O Opinião CE, com o jornalista Rodrigo Rodrigues e o cinegrafista Levy Dantas, fazem a cobertura da Conferência.
“Situação específica”
Segundo Elmano, a situação no aeroporto é específica. “Toda aquela área foi pensada e construída para ser um aeroporto”, disse.
“O Aeroporto de Fortaleza é um dos poucos do Brasil que fica dentro de uma cidade que tem área de expansão, tanto que, quando a Lei da Mata Atlântica foi feita no País, fez exceção exatamente na situação que temos no Aeroporto”, completou.
O governador disse não ter condição de construir um novo aeroporto fora da capital cearense, o que poderia demandar bilhões de reais em recursos. Em grandes cidades, é comum que os aeroportos estejam localizados em municípios vizinhos.

