O secretário de Finanças de Fortaleza, Márcio Cardeal, afirmou que, mesmo em junho, ainda aparecem empresas prestadoras de serviço cobrando dívidas deixadas pela gestão do ex-prefeito José Sarto (PDT) na capital cearense. “Não chegam na minha porta, chegam nas outras Secretarias que chegam até mim”, disse em entrevista ao Opinião CE.
Desde o período de transição entre os Governos, o prefeito Evandro Leitão (PT) já vinha denunciando as dívidas e a “falta de transparência” da gestão passada. Segundo o titular da Secretaria Municipal das Finanças (Sefin), ele tomou “um susto” quando, no dia 2 de janeiro, se deparou com a quantidade de contas a serem pagas.
Ele explicou que, mesmo com recursos no Tesouro Nacional, a quantia tem que ser disponível para o pagamento daquela dívida em específico. “Não adianta ter disponibilidade para despesas previdenciais, se não posso pegar esse dinheiro e pagar a Secretaria de Governo e a Secretaria da Infraestrutura”, exemplificou.
“Eu precisava de dinheiro, recurso disponível no Tesouro Municipal. Isso, tivemos dificuldade, contamos com paciência, colaboração dos credores e isso a gente iniciou o ano fazendo o dever de casa, tentando pagar o que estava em aberto”, afirmou o titular da pasta, destacando que, até hoje, a Prefeitura ainda negocia para “colocar o trem na linha”.
CONTINGENCIAMENTO DE GASTOS
No início do ano, como lembrou Cardeal, a Prefeitura de Fortaleza adotou medidas de contingenciamento. À época, o prefeito Evandro Leitão (PT) afirmou que a medida poderia gerar uma economia de R$ 500 milhões.
“Tivemos um trabalho importante no início do ano, com exonerações de cargos comissionados, demissão de servidores, de terceirizados. A folha baixou muito. O próprio prefeito baixou o salário, afetando o salário dos outros secretários. Foram medidas importantes e que surtiram efeito”, afirmou.
Segundo o secretário, logo quando assumiu a Sefin, ele somente conseguiu sossegar quando viu que havia dinheiro reservado no Tesouro para o pagamento dos salários dos servidores públicos. “Uma coisa que não dá para abrir mão”, pontuou.
