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Proposta quer garantir licença-maternidade ampliada para mães atípicas no Ceará

A deputada Juliana Lucena (PT), procuradora Especial da Mulher da Alece, ressalta que a marcha representa mais que uma caminhada. Para ela, e um ato de resistência, visibilidade e esperança. Foto: Paulo Rocha/ Alece

O projeto de indicação (PI) que propõe a ampliação da licença-maternidade para mães atípicas, aquelas que têm filhos com deficiência ou necessidades especiais, está em tramitação na Assembleia Legislativa (Alece). O PI (193/2025) estabelece o direito a um período de oito meses de licença, com remuneração integral e garantia de retorno ao cargo, mediante apresentação de laudo médico que comprove a condição da criança. A proposta é de autoria da deputada Juliana Lucena (PT), presidente da Comissão de Defesa e Direitos da Mulher e Procuradora Especial da Mulher.

Segundo a parlamentar, a iniciativa reconhece que a maternidade atípica impõe desafios específicos, que demandam mais tempo e suporte por parte do Estado. O projeto prevê que a licença poderá ser solicitada ao órgão empregador, acompanhada da documentação que ateste a condição especial do filho.

O tempo previsto atualmente pela legislação é insuficiente para que essas mães possam lidar com as adaptações e cuidados intensivos exigidos pela condição de seus filhos. Ampliar a licença é garantir acolhimento, respeito e condições dignas para essas mulheres e suas famílias“, defende Juliana Lucena.

A deputada explica ainda que, durante a licença-maternidade ampliada, a mãe atípica continuará recebendo sua remuneração integral e terá assegurado o vínculo com o cargo ocupado, sem prejuízo de seus direitos trabalhistas. “A proposta está em sintonia com os princípios de inclusão, equidade e justiça social, contribuindo para o desenvolvimento saudável das crianças e para o fortalecimento da rede de apoio às famílias que enfrentam realidades mais complexas na criação de seus filhos“, conclui.