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Secretário Mauro Albuquerque afirma que bloqueadores de celular são ineficazes e defende inteligência contra o crime

O uso de bloqueadores de sinal de celulares nos presídios do Ceará tem se mostrado uma estratégia ineficaz e com resultados limitados. Foi o que o titular da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará (SAP), Mauro Albuquerque, afirmou ao podcast Questão de Opinião. Conforme o secretário, o uso desses equipamentos não impede o uso de celulares para comunicação entre membros das facções criminosas dentro das unidades prisionais.

“Eu tinha bloqueadores no Rio Grande do Norte e desliguei. A frequência do rádio também é via celular. Minha inteligência tirava 40 celulares lá de dentro mesmo com bloqueador”, relatou Mauro.

Segundo Mauro, o motivo da ineficácia é que as operadoras de telefonia aumentam o sinal nas regiões próximas para não prejudicar os usuários externos, contornando assim os bloqueios instalados dentro dos presídios. Com isso, os bloqueadores se tornam ineficientes, além de representarem um custo elevado para o Governo. “Uma unidade custava R$ 50 mil por mês. Eu tenho 20 unidades, dá R$ 1 milhão por mês, vezes 12, são R$ 12 milhões. Em seis anos aqui, foram R$ 72 milhões, o que daria para construir quase uma unidade prisional”, informou o secretário.

Diante da realidade, o secretário afirma que busca investir em inteligência, no combate à corrupção e no reforço aos procedimentos de segurança. Ele, inclusive, citou a derrubada de mais de 20 drones e a apreensão de mais de 1.000 celulares. “A gente tem que combater os meios. Não justifica esse gasto imenso com um resultado pequeno. Tenho muito mais retorno investindo em gente, equipamento e fiscalização”, concluiu.

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Confira a entrevista completa no canal do YouTube do Opinião CE: