O secretário-geral do PT, Henrique Fontana, apontou o Banco Central como um dos principais obstáculos para o crescimento econômico do Brasil. Em entrevista ao podcast Questão de Opinião, a liderança petista afirmou que a instituição “não quer que o país cresça” e criticou a atual presidência por trabalhar contra o desenvolvimento do país. Segundo Fontana, o país vive sob um regime de “hiperfinanceirização”, que favorece a especulação e impede o crescimento da economia real.
“É impressionante como o Banco Central não quer que o país cresça. O presidente do Banco Central chegou a dizer que o Brasil não pode crescer. Quando o crescimento vem, eles se espantam”, declarou Henrique Fontana.
Fontana ainda citou que existem “narrativas” que trazem argumentos de que o governo Lula seria responsável por um suposto descontrole fiscal. Para o secretário-geral do PT, a dívida pública brasileira está bem administrada e que, historicamente, os mandatos petistas mantiveram o equilíbrio fiscal nos seus cinco governos, referindo-se ao primeiro e segundo mandatos do atual presidente e aos dois governos da ex-presidente Dilma Rousseff.
“No meu ponto de vista, esta é a questão central da disputa de poder hoje na humanidade, e no Brasil da mesma forma, porque essas narrativas de que o governo gastou demais, na verdade, são uma narrativa. A dívida brasileira está absolutamente bem administrada, aliás, sempre que o presidente Lula, e a Dilma, também à esquerda, venceram as eleições nos últimos períodos, sempre foram períodos de equilíbrio fiscal”, disse o secretário-geral do PT.
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O secretário defende que o equilíbrio das contas públicas deve ser alcançado com justiça tributária. Ele citou como exemplo a proposta do governo de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil e aumentar a taxação sobre os que recebem mais de R$ 50 mil por mês.
Com um desenvolvimento sustentável, geração de empregos e a distribuição de renda, o petista busca romper com o domínio do capital especulativo sobre a economia brasileira. Fontana também apontou o mercado financeiro como responsável por manipular previsões econômicas para manter os juros altos e favorecer a especulação. “Essas previsões muitas vezes erram porque não são neutras. São feitas para defender interesses: manter juros altos, ganhar mais no mercado especulativo e tornar a atividade produtiva pouco atraente”, afirmou.
Confira a entrevista completa no canal do YouTube do Opinião CE:
