O ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) ressaltou que o seu nome está à disposição da oposição cearense para as disputas majoritárias de 2026. Ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE, o presidente do Diretório Estadual do União Brasil no Ceará frisou que pode ser candidato ao Governo do Ceará, a vice ou a senador, a depender do que o grupo entenda como a posição em que ele pode agregar mais. Além de Wagner, outro nome que está sendo ventilado é o do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).
A entrevista completa estará disponível na sexta-feira (11), às 20h, no canal do YouTube do OPINIÃO CE.
Wagner afirmou que há plenas condições, aliás, de que os dois estejam em duas candidaturas majoritárias totais. “Plenas condições de ter o nome do Roberto e o meu na condição de vice, governador ou senador. Acho que são figuras que têm espaço no campo da oposição”, disse. Ele lembrou, aliás, que o deputado federal André Fernandes e o deputado estadual Carmelo Neto, ambos do PL, não possuem a idade mínima para disputar o Governo e o Senado no próximo ano.
Para o lançamento das candidaturas, o dirigente partidário defende que seja necessária a união da oposição ao grupo governista no Estado. Além de parte do União Brasil e do grupo de RC – que, aliás, pode migrar para o partido de Capitão -, também estão na oposição o PL, o Novo e parte do PSDB. Sobre a legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, Wagner ressalta já ter ouvido a defesa de que todas as posições sejam do PL, o que questiona:
“O PL tem quadros para duas vagas de senador, uma vaga de governador, uma de vice e quatro suplentes [para o Senado]? Só aí já são oito pessoas. Não é fácil conseguir oito pessoas com capacidade, popularidade e capilaridade”.
FEDERAÇÃO UNIÃO BRASIL-PP
A nível nacional, se discute a possibilidade de o União Brasil se federar com o PP. Com as tratativas avançadas, as duas legendas poderão formar a maior bancada da Câmara Federal, com 108 deputados. O número é relevante, já que, nas eleições majoritárias, o tamanho da bancada tem influência direta no tempo de TV para as propagandas eleitorais e no fundo partidário.
Segundo Wagner, caso a Federação seja firmada, União Brasil e PP estarão, “sem dúvida”, na chapa majoritária. Ele reconheceu não saber qual a posição, mas que o partido “tem humildade” para entender que possui “nomes muito bons” que conseguiriam espaço dentro do grupo. Além dele, o ex-deputado também citou o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, e o deputado federal Moses Rodrigues como possíveis postulantes.
A possível Federação, na avaliação de Wagner, deve ser ouvida “com pé de igualdade” junto ao PL. Ou seja, a posição da sigla deve ser levada em consideração tanto quanto a do PL, que, atualmente, possui a maior bancada da Câmara dos Deputados. Para o Senado, por exemplo, o partido de Bolsonaro já lançou o deputado estadual Pastor Alcides Fernandes, pai de André Fernandes. Capitão Wagner deu exemplos de como pode ser a negociação.
“O PL vai ficar com vaga de senador, queremos a outra vaga? Se eles têm duas vagas de senador, queremos a de governador? Isso que precisa ficar claro. O PL quer duas vagas de senador, vamos ficar com governador e vice?”, questionou, ressaltando ainda não ter nada “pré-definido”.
