O senador Eduardo Girão (Novo) fez um pedido ao Governo Federal para que a União intervenha na segurança pública do Ceará. Em pronunciamento no Senado, o parlamentar falou sobre a insegurança que assola o Estado e afirmou que a população cearense já não acredita mais na capacidade do Governo do Ceará para protegê-la. “Se o estado não cumpre sua função, a união deve intervir”, disse Girão. Nos últimos dias, organizações criminosas têm focado em atacar empresas provedoras de internet, situação comentada pelo governador Elmano de Freitas (PT), ao afirmar que empresários estão envolvidos nos ataques.
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De oposição a Elmano e ao presidente Lula (PT), o legislador ressaltou que o pedido não é político e pediu que colegas parlamentares mais próximos ao chefe de Estado ajudem na solicitação de intervenção.
“Esse pedido, absolutamente, não é político. Já fiz discurso e alertei. Enviamos inúmeros ofícios do gabinete para as autoridades, mas chega uma hora em que precisamos de uma medida mais forte. O povo cearense está abandonado”, pontuou ele.
Girão lembrou que o Ceará já foi palco de uma intervenção federal, quando, em 2020, o então governador Camilo Santana (PT) solicitou, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o auxílio da força de segurança nacional. “Precisamos urgentemente dessa intervenção no estado do Ceará. (…) É uma questão que não é de direita, não é de esquerda e não é de centro. Não é a favor e nem contra o Governo. É pela paz no estado do Ceará, que está ameaçado”, completou.
Em 2024, como lembrou ele, foram registrados 3.272 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), termo que se refere à soma de homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).
