O PDT no Ceará sofreu, na última sexta-feira (7), a perda de 11 deputados estaduais – entre titulares e suplentes – que migraram para o PSB, seguindo a liderança do senador Cid Gomes, que já havia seguido o mesmo trajeto em fevereiro de 2024. Com cinco cadeiras na Câmara dos Deputados, existe um cenário em que o partido segue com apenas dois nomes: André Figueiredo e Mauro Filho. No entanto, a sigla tenta negociar para que pelo menos outros dois, Idilvan Alencar e Robério Monteiro, permaneçam na legenda.
Nesta sexta-feira (14), André Figueiredo, presidente nacional interino do PDT, concedeu coletiva na sede da legenda no Ceará, ao lado do presidente licenciado e ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. Segundo Figueiredo, a permanência dele e de Mauro já é certa para a janela partidária de 2026, quando os parlamentares estão permitidos pela Justiça Eleitoral para migrar a uma nova sigla.
Sobre Idilvan Alencar, que assumiu no início desse ano a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza (SME) e, portanto, se licenciou da Câmara, o presidente nacional disse que a permanência ou não dele é uma “incógnita”. “Todos dizem que não tem motivos para sair do PDT, mas o Idilvan tem uma simpatia muito grande, porque a causa da educação é uma causa muito grande dentro do partido. Então, existe possibilidade real dele ficar”, disse.
Já sobre Robério, a quem Figueiredo disse anteriormente que crê que não ficaria, as tratativas podem incluir uma pré-candidatura ao Senado. “O próprio deputado Robério Monteiro tem externado esse desejo. Se ele for para o PSB, essa vaga provavelmente não terá. Ficando no PDT, ele é pré-candidato nosso para ser colocado numa mesa de discussão”, ressaltou. Para o cargo, pelo menos quatro nomes surgiram, inicialmente, como favoritos. Recentemente, Cid “lançou” também o deputado federal Júnior Mano (PSB).
O OPINIÃO CE tentou contato com os dois parlamentares, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Outro parlamentar atualmente no PDT, Eduardo Bismarck – também licenciado por ter assumido a Secretaria Estadual do Turismo – deve deixar a sigla. O parlamentar é filho do ex-prefeito de Aracati, Bismarck Maia, presidente estadual do Podemos. O partido pode ser o destino de Eduardo, que já afirmou, ao OPINIÃO CE, que segue para a legenda de seu pai na janela partidária.
