A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite de domingo (22), o líder indígena José Acácio Serere Xavante, mais conhecido como cacique Serere. Investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por atos antidemocráticos, o cacique é suspeito por participar da tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2023, após o resultado das eleições de 2022.
Serere foi preso há dois anos, mas obteve o direito de usar tornozeleira eletrônica. Entretanto, há cerca de seis meses, quebrou o aparelho e fugiu para a Argentina. Havia um mandado de prisão em aberto no Brasil, assinado pelo ministro Alexandre de Moraes.
O indígena está preso na delegacia da PF em Foz do Iguaçu e passará por uma audiência de custódia já nesta segunda-feira (23). De acordo com as investigações, ele esteve à frente de manifestações ilegais realizadas no Congresso Nacional, no aeroporto de Brasília, e nas proximidades do hotel no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou hospedado antes de tomar posse para o terceiro mandato.
Segundo a PF, cerca de 60 brasileiros com envolvimento em atos antidemocráticos fugiram para a Argentina após romperem a tornozeleira eletrônica. Sendo de grande maioria, envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
