Ainda no final deste ano, devem ser iniciadas as obras para a construção de um porto seco em Iguatu, no Centro-Sul do Estado. O equipamento, localizado ao lado da ferrovia da Transnordestina, é um terminal logístico de cargas e deve ser entregue até o mês de agosto de 2025. O empreendimento é uma iniciativa de Eugério Queiroz e Renato Maia, dois empresários locais. A Transnordestina Logística (TLSA) assinou um pré-contrato com os investidores.
O porto, que estará localizado na Fazenda Cedinho, no entrocamento das rodovias que ligam Iguatu a Acopiara e Iguatu a Quixelô, deve ser utilizado, inicialmente, exclusivamente para o transporte de grãos. O empreendimento deve trazer produtos como soja, farelo de soja e milho da região do Matopiba, entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Pelo trem, o valor da logística é inferior ao que se paga de frete a um caminhão.
Cidades em um raio de 100 km do porto seco devem ser contempladas com a chegada da unidade, distância que alcança, inclusive, municípios de parte da Paraíba e do Rio Grande do Norte. A previsão inicial é de que 200 mil toneladas de grãos sejam transportadas por ano. Toda a estrutura e os silos para armazenamento de grãos tem como os responsáveis pela sua construção, os investidores. A construção do desvio ferroviário para a descarga no terminal cabe à TLSA.
O deputado estadual Marcos Sobreira (PDT), na sessão desta quinta-feira (7), utilizou o seu momento de fala para comemorar o empreendimento. Na ocasião, o parlamentar ressaltou que a Prefeitura se disponibilizou para auxiliar na logística das obras. “Essa decisão foi recebida com muita alegria pelos iguatuenses e, com certeza, vai gerar emprego, renda e favorecer a economia local”, apontou.
TRANSNORDESTINA
Em uma primeira fase de operação, a carga será movimentada do Piauí a Iguatu, por meio do porto seco. Isso deve acontecer antes mesmo da conclusão da Transnordestina, que vai até o Porto do Pecém. A ferrovia, até 2026 – como se comprometeu o presidente da empresa responsável pela construção -, deve estar ligada ao Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, em um investimento adicional de R$ 3,6 bilhões em recursos para a finalização da ferrovia.
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A ferrovia, quando concluída, ligará três estados nordestinos. Do Piauí, ela sai de Eliseu Martins, no interior, e segue até o leste, no município de Salgueiro, já em Pernambuco. De lá, saem duas interseções. Uma segue a leste, em direção ao Porto de Suape, nas cidades litorâneas pernambucanas Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. O outro trecho, que sai de Salgueiro em direção ao norte, adentra o Ceará, passando por municípios como Missão Velha, Iguatu, Quixeramobim até chegar no Porto do Pecém.
