Visando discutir como intensificar o combate à violência no Ceará, será realizada nesta terça-feira (18) a primeira reunião do Comitê Estratégico de Segurança Integrada do Ceará (Coesi), comitê criado a partir de assinatura de um decreto pelo governador Elmano de Freitas (PT) no último dia 10 de junho. No Palácio da Abolição, a partir das 9h, o encontro vai reunir pelo menos 14 pessoas, chefes dos Três Poderes no Estado e secretários, presidentes e chefes de entidades ligadas à Segurança Pública. A data da reunião inicial do Coesi já havia sido anunciada por Elmano.
Confira quem deve participar da reunião desta terça:
- Governador do Ceará: Elmano de Freitas (PT);
- Secretário da SSPDS: Roberto Sá;
- Comandante-geral da Polícia Militar: Klênio Savyo;
- Delegado Geral da Polícia Civil: Márcio Gutiérrez;
- Comandante-geral do Corpo de Bombeiros: Cláudio Barreto;
- Perito geral da Perícia Forense: Júlio Torres;
- Superintendente da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública: Nabupolasar Alves Feitosa;
- Secretário da Administração Penitenciária: Mauro Albuquerque;
- Procurador-geral do Ceará: Rafael Machado Moraes;
- Presidente do Tribunal de Justiça do Ceará: Antônio Abelardo Benevides Moraes;
- Presidente da Assembleia Legislativa: Evandro Leitão (PT);
- Procurador-geral de Justiça do Ceará: Haley de Carvalho Filho;
- Superintendente da Polícia Federal no Ceará: José Antônio Simões de Oliveira Franco;
- Superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Ceará: Anthony Sthefanny Nunes de Lima.
Em suas redes sociais, Elmano afirmou ter “absoluta convicção” de que a integração dos Poderes e das instituições no Comitê vai ajudar a avançar no combate ao crime. “Garantiremos mais segurança para os milhões de cearenses. Nossas forças de segurança terão apoio irrestrito nessa missão”, escreveu o governador.
SEGURANÇA PÚBLICA
No ano inicial deste primeiro mandato de Elmano à frente do Palácio da Abolição, a segurança foi um dos setores mais criticados pela sua oposição e a população. Casos de assassinatos e chacinas têm assustado os cearenses. Diante da avaliação negativa, o governador promoveu a troca no comando da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) no último mês de maio. Na ocasião, Samuel Elânio deixou a pasta para a entrada de Roberto Sá.
Após a mudança, Elmano subiu o tom em relação à insegurança, chegando a afirmar que “bandido vai ser tratado como bandido”. A fala gerou respostas da oposição, que questionou se as forças de segurança já não atuavam conforme a afirmação no Estado.
Em primeira reunião como secretário, Roberto Sá disse que a sua prioridade a frente da segurança pública vai ser reverter os índices de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) no Estado. Sá destacou que os crimes violentos contra o patrimônio (CVCPs), que englobam roubos e furtos mediante arrombamentos, já sofreram uma redução e que as Forças de Segurança trabalham para que continuem diminuindo. O gestor, inclusive, disse ter solicitado as análises criminais às instituições vinculadas, com o mapa termal. “Pedi o levantamento de onde, quando e como eles [os crimes] estão acontecendo, para aportar recursos específicos para aquela região, seja de manhã, de tarde, de noite, de madrugada”, frisou.
Em matéria veiculada no O Globo no último dia 9 de junho, o governador afirmou que a esquerda tem que se atualizar em relação às políticas voltadas à segurança. “A desigualdade e a pobreza são causas importantes da violência nos centros urbanos, e ainda acredito nisso. Só que não é a única causa. Se olharmos a nossa experiência no primeiro e segundo governos do presidente Lula, a vida do povo brasileiro melhorou muito, e nesse período a violência também aumentou. A vasta maioria de homicídios é por disputa de território de organizações criminosas”, disse.
“A diferença que nós temos com a extrema-direita é que eles defendem uma política de segurança sem lei, em que pode tudo: torturar, matar, descer a um nível que o Estado civilizado não pode permitir. Mas a esquerda tem que atualizar o discurso e propor uma ação muito dura contra o crime. É defender claramente que as organizações criminosas são inimigas do povo no seu dia a dia, e que querem abalar nossas instituições. Precisamos de um projeto com oportunidades para a população, mas, se a pessoa resolver ir para o mundo do crime, vamos tratá-la como inimiga do povo e da democracia”.
