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17 de junho de 2024

Elmano assina decreto que cria comitê para integrar ações estratégicas de segurança

O Comitê Estratégico de Segurança Integrada do Estado do Ceará (Coesi) vai ser composto pelos chefes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de comandantes dos órgãos de Segurança e Justiça do Estado
Governador Elmano de Freitas em reunião com o novo secretário da Segurança Pública, Roberto Sá. Foto: Reprodução/Redes Sociais

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O governador Elmano de Freitas (PT) assinou decreto para a criação do Comitê Estratégico de Segurança Integrada do Estado do Ceará (Coesi), entidade que visa integrar ações estratégicas de segurança. O órgão será composto por 14 pessoas, incluindo os chefes dos três poderes – Executivo, Judiciário, Legislativo – e comandantes dos órgãos vinculados à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). De acordo com Elmano, a primeira reunião do Coesi já está marcada para a próxima terça-feira (18).

“Acabo de assinar o decreto que cria o Comitê Estratégico de Segurança Integrada do Estado do Ceará [Coesi], composto pelos chefes dos três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, além de comandantes dos órgãos da Segurança e Justiça do Ceará, para, unidos, atuarmos com estratégias e ações permanentes no combate ao crime no Estado.”

Confira quem vai compor o Comitê:

  • Governador do Ceará: Elmano de Freitas (PT);
  • Secretário da SSPDS: Roberto Sá;
  • Comandante-geral da Polícia Militar: Klênio Savyo;
  • Delegado Geral da Polícia Civil: Márcio Gutiérrez;
  • Comandante-geral do Corpo de Bombeiros: Cláudio Barreto;
  • Perito geral da Perícia Forense: Júlio Torres;
  • Superintendente da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública: Nabupolasar Alves Feitosa;
  • Secretário da Administração Penitenciária: Mauro Albuquerque;
  • Procurador-geral do Ceará: Rafael Machado Moraes;
  • Presidente do Tribunal de Justiça do Ceará: Antônio Abelardo Benevides Moraes;
  • Presidente da Assembleia Legislativa: Evandro Leitão (PT);
  • Procurador-geral de Justiça do Ceará: Haley de Carvalho Filho;
  • Superintendente da Polícia Federal no Ceará: José Antônio Simões de Oliveira Franco;
  • Superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Ceará: Anthony Sthefanny Nunes de Lima.

Em suas redes sociais, Elmano afirmou ter “absoluta convicção” de que a integração dos Poderes e das instituições no Comitê vai ajudar a avançar no combate ao crime. “Garantiremos mais segurança para os milhões de cearenses. Nossas forças de segurança terão apoio irrestrito nessa missão”, escreveu o governador.

SEGURANÇA PÚBLICA NO CEARÁ

No último 27 de maio, após uma série de críticas à gestão da Segurança Pública no Ceará, o governador trocou o chefe da SSPDS. Com isso, o então secretário Elânio Filho deixou a pasta, assumindo no seu lugar Roberto Sá. Após a troca, Elmano subiu o tom em relação à insegurança, chegando a afirmar que “bandido vai ser tratado como bandido”. A fala gerou respostas da oposição, que questionou se as força de segurança já não atuavam conforme a afirmação no Estado.

Leia mais | Roberto Sá diz que prioridade da SSPDS é reverter índices da criminalidade

Em matéria veiculada no O Globo neste domingo (9), o governador afirmou que a esquerda tem que se atualizar em relação às políticas voltadas à segurança. “A desigualdade e a pobreza são causas importantes da violência nos centros urbanos, e ainda acredito nisso. Só que não é a única causa. Se olharmos a nossa experiência no primeiro e segundo governos do presidente Lula, a vida do povo brasileiro melhorou muito, e nesse período a violência também aumentou. A vasta maioria de homicídios é por disputa de território de organizações criminosas”, disse.

“A diferença que nós temos com a extrema-direita é que eles defendem uma política de segurança sem lei, em que pode tudo: torturar, matar, descer a um nível que o Estado civilizado não pode permitir. Mas a esquerda tem que atualizar o discurso e propor uma ação muito dura contra o crime. É defender claramente que as organizações criminosas são inimigas do povo no seu dia a dia, e que querem abalar nossas instituições. Precisamos de um projeto com oportunidades para a população, mas, se a pessoa resolver ir para o mundo do crime, vamos tratá-la como inimiga do povo e da democracia.

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