O ex-prefeito de Pacatuba, Carlomano Marques (MDB), é alvo de ação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por improbidade administrativa. Conforme as investigações, após instauração de inquérito civil, foi identificada perda no valor de R$ 21,8 milhões do Instituto de Previdência de Pacatuba no exercício financeiro de 2020. Além do gestor renunciado, o ex-presidente do órgão, José Glauco Moreira da Silva Filho, também é investigado. O OPINIÃO CE contatou a Prefeitura de Pacatuba, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
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Conforme o MP cearense, a prática ilícita do gestor do Instituto de Previdência, desde o ano de 2017, também foi apontada em relatório feito por técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE), bem como de Carlomano, pelo descumprimento das Leis que regem a matéria, diante da inobservância aos princípios de segurança, solvência, liquidez e transparência.
Ainda no Inquérito Civil instaurado, foi identificado que os segurados não possuem acesso às informações contábeis, patrimoniais e previdenciárias do Instituto de Previdência, sequer os Órgãos de fiscalização, uma vez que o chefe do Executivo não alimenta o Cadastro da Previdência (CADPREV) com os demonstrativos exigidos pela Lei, a exemplo do (Demonstrativo de Informações Previdenciárias e Repasses (DIPR), que somente consta os dados do primeiro bimestre de 2022.
