O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol deferiu, na tarde desta sexta-feira (23), a liminar solicitada pela Procuradoria em Medida Inominada. Destacando a garantia de segurança desportiva, José Perdiz determinou que os futuros jogos do Sport em competições nacionais sejam realizados com os portões fechados e, na condição de visitante, o clube perca a carga de ingressos. Conforme a entidade, a decisão ficará em vigor até o julgamento em primeira instância de futura denúncia a ser oferecida pela Procuradoria.
A decisão veio após ataque sofrido pela delegação do Fortaleza depois do jogo contra a equipe pernambucana na Arena Pernambuco, pela Copa do Nordeste, na última quarta-feira (21). O ônibus da delegação do Fortaleza foi atacado com bombas e pedras por uma torcida organizada da equipe do Sport. Ao todo, seis atletas ficaram feridos e foram encaminhados ao Real Hospital Português, em Recife, onde foram atendidos.Os atletas retornaram para a capital cearense nesta quinta-feira (22).
“Referido ato criminoso, demonstrou a falta de segurança, e o descumprimento por parte do Sport Club Recife (Clube Mandante) de princípios basilares do Esporte Brasileiro, como por exemplo o princípio da Segurança previsto pelo artigo 2º, inciso XVI da Nova Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597 de 2023)”, detalha a decisão. “Desta forma, o SPORT CLUB RECIFE deveria providenciar a segurança e integridade de todos os envolvidos, principalmente durante o trajeto de ida e saída da praça desportiva”.
SÓ VOLTA A JOGAR QUANDO…
Após o episódio, o CEO do clube cearense, Marcelo Paz, cobrou mobilização entre dirigentes dos times nacionais na luta contra a violência no futebol e sinalizou que o Fortaleza só deverá voltar a jogar quando seus jogadores se recuperarem das lesões sofridas no ataque e quando os responsáveis pelo caso de violência forem punidos. Seis atletas do Leão precisaram ser levados ao hospital após ataque com pedras, rojões e bombas caseiras.
“O Fortaleza só deveria jogar quando estes atletas estiverem curados. Como é que vamos botar o time em campo com os atletas nestas condições? E acho que só deveria jogar quando punirem os bandidos que fizeram isso. Tem que ter uma reação de verdade, não pode ser apenas nota de repúdio, de lamento. Para, gente. Vamos esperar morrer alguém? Não morreu um por Deus, porque tinha uma bomba caseira”, afirmou o dirigente.
Após a fala, o presidente da Liga do Nordeste, Constantino Júnior, e a Federação Cearense de Futebol (FCF) se manifestaram favoráveis à decisão. Em entrevista ao programa Trem Bala, Constantino disse “assinar embaixo” a declaração dada por Paz. Conforme ele, será feita uma reunião com presidentes de outros clubes participantes da Copa do Nordeste para atender ao pedido de Marcelo Paz.
