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Sarto deve enviar proposta de reajuste dos professores nesta terça (6), diz liderança

Comissão na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) para tratar das tratativas acerca do reajuste salarial dos professores. Foto: Divulgação/CMFor

A Prefeitura de Fortaleza deve enviar um mensagem com uma proposta de reajuste do salário dos professores da rede municipal de educação pública ainda nesta terça-feira (6) à Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). Segundo o vice-líder do prefeito José Sarto (PDT) na Casa, Didi Mangueira (PDT), para que um novo pagamento seja incluído na folha de fevereiro, a proposta teria que ser aprovada pelo Legislativo até esta quarta-feira (7). Na Câmara, foi formada uma comissão para receber a categoria e discutir as tratativas com os professores, a pedido de Mangueira.

Até a publicação deste material, o OPINIÃO CE apurou que o material ainda não chegou à CMFor.

Nesta terça, os professores realizaram um novo ato na Câmara Municipal, em busca de solucionar o impasse com o Executivo municipal após mais de uma semana de duração do desencontro. Os profissionais estão em greve desde o último dia 29 de janeiro e solicitam reajuste de 10,09% do salário – referente a reajustes pendentes de 7,64% no ano de 2017 e 3,62% de 2024.

Na última sexta-feira (2), em reunião com os profissionais, a Prefeitura apresentou uma proposta, que foi recusada pela categoria. Conforme o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), que está à frente das reivindicações, a gestão propôs um aumento de 4,62%, sendo 3,62% retroativo a janeiro e o restante, mais um ponto percentual, aplicado a partir de junho. Além disso, Sarto ofereceu a incorporação de 5,5% da regência ao salário base dos professores. Com a proposta, o percentual da citada gratificação passaria a ser de 14,5%.

A Prefeitura, por outro lado, afirma foi feita uma proposta de reajuste de 10,374%, já que a regência, no caso, foi considerada como integrante do acréscimo salarial. O sindicato, por sua vez, reforça que a incorporação da regência da classe não representaria um acréscimo salarial, mas sim a transformação de parte de uma bonificação em direito definitivo.

A COMISSÃO

Na manhã desta terça, durante o ato da categoria na Casa legislativa, foi realizado um encontro entre professores e parlamentares no auditório Ademar Arruda, em que foi discutida como pauta a reivindicação dos educadores para o pagamento do reajuste, o fim do desconto de 14% nos vencimentos dos aposentados e a quitação do precatório do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), pendente desde 2015.

Os educadores também apresentaram as seguintes demandas: equiparação de direitos para os docentes aprovados no concurso de 2022, que perderam os benefícios dos anuênios e da licença-prêmio; inclusão dos funcionários de escola no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação; e aplicação da CLT para os professores substitutos e a realização de concursos públicos para professores, técnicos, supervisores e orientadores. Didi Mangueira falou sobre o processo de abertura da Comissão.

Fiz questão de chegar cedo e conversar com os servidores, abrir o auditório e a galeria para que entrassem na Casa do Povo. Aqui é lugar de se discutir a nossa cidade e nessa linha peço para que formem uma Comissão para irmos conversar com os professores no Auditório. Teremos esse compromisso e feito o acordo daremos toda a celeridade necessária para o pagamento já estar na folha de janeiro”, afirmou.

Para o vereador Carlos Mesquita (PDT), também da base do prefeito Sarto, as negociações devem se encaminhar para um acordo. “É muito justo, pois se temos uma das melhores educações do País e do Nordeste, essa educação tem que ser bem paga e nós entendemos que o prefeito não está poupando nada daquilo que ele pode para que os professores tenham o melhor. Isso é o rumo que se deve tomar e sinto a boa vontade dos professores em resolver. Então, de hoje e no máximo até amanhã, esse assunto deverá ser resolvido”, disse.

Além do vice-líder, compuseram o grupo outros seis parlamentares: Luciano Girão (PP), Gabriel Aguiar (Psol), Júlio Brizzi (PDT), Ronivaldo Maia (sem partido); Dr. Vicente (PT) e Professora Adriana Almeida (PT).

O QUE DIZ A OPOSIÇÃO

Brizzi, Vicente e Adriana, durante a sessão desta terça, manifestaram apoio aos professores. O pedetista afirmou que a questão em pauta se trata de “uma luta justa pelo reajuste”. Ele continuou: “Queria saudá-los e dizer que esta Casa os recebem e que têm o nosso apoio nessas pautas e discussões para a cidade”. Dr. Vicente, em sua fala, se dirigiu diretamente ao prefeito Sarto.

Prefeito Sarto, dê logo o piso salarial dos educadores. O piso já é uma lei, direito e não é justo que os professores não recebam. Eles estão na luta, engrandecendo o nosso país e merecem o mais depressa possível o pagamento do piso salarial”, disse.

A vereadora professora Adriana Almeida apontou que a primeira proposta apresentada pelo prefeito não contemplava a reivindicação da categoria. “Desde janeiro pedindo negociação, mas o prefeito só abriu o diálogo agora em fevereiro e tiveram que paralisar as atividades. E o que eles querem nada mais é que um aumento real do piso salarial de 10,09%, mas o que o prefeito está dando é os 3,62% que já é do piso nacional mais um pouco menos de 1% que chega até a inflação e por fora 5,5% que já é nosso, da nossa regência. Então qualquer soma simples, a gente vai compreender que isso não dá os 10,09%, por isso a categoria manteve a greve”, apontou.