Menu

Evandro culpa “mediador” no conflito entre Sarto e Elmano: “muito ruído de quem media a situação”

Governador Elmano de Freitas, deputado estadual Evandro Leitão e prefeito José Sarto, em evento na capital Fortaleza, em junho de 2023. Foto: Beatriz Boblitz/Arquivo Opinião CE

Desde as Eleições de 2022, com o rompimento da aliança entre PDT e PT, quadros de ambos partidos têm se posicionado como oposição a gestões da outra legenda. O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), e o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), são dois dos nomes que foram afetados pelo rompimento, no qual foi criada uma situação de conflito entre os dois chefes dos Executivos. O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado estadual Evandro Leitão (PT), em entrevista ao podcast As Cunhãs, publicado nesta quarta-feira (31), afirmou que um “mediador” é quem estaria “alimentando” a briga. “Acredito que haja muito ruído de quem fica mediando essa situação”. O parlamentar não citou quem poderia ser tal mediador.

“Eu conheço tanto o governador Elmano como o prefeito Sarto. [Com o Sarto] trabalhamos juntos de 2015 a 2020. Vejo que essa coisa do ‘leva e traz’ acaba alimentando alguns que querem essa briga”, afirmou o deputado.

Questionado se tal mediador poderia ser o vice-prefeito de Fortaleza, Élcio Batista (PSDB) – ex-filiado ao PSB e antigo aliado do ex-governador Camilo Santana (PT) -, Evandro negou. “Até imagino quem seja, mas como só gosto de falar daquilo que tenho certeza, prefiro não comentar”. Pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2024, Evandro é aliado de Elmano, mas já dividiu chapa com Sarto na Alece, quando, de 2016 a 2020, ambos eram filiados ao PDT. À época, aliados, a legenda ainda não era rompida ao PT, que já governava o Estado com o atual ministro da Educação Camilo.

REUNIÃO ENTRE SARTO E ELMANO

Desde que Elmano assumiu o Palácio da Abolição, no início de 2023, a situação de embate entre ele e o prefeito Sarto evoluiu a ponto de não ser marcada uma reunião entre os dois até o oitavo mês do ano, em agosto. Na ocasião, entretanto, Sarto chegou a afirmar que Elmano “abriu as portas do Abolição” à capital cearense.

No entanto, ao OPINIÃO CE no último mês de dezembro, o prefeito voltou a falar sobre o assunto. Desta vez, ele disse que o encontro “não surtiu nenhum efeito”. “Lamentavelmente, (a conversa) não surtiu efeito. Eu tenho uma relação pessoal com o governador Elmano, que está preservada, entretanto, a relação administrativa, da visita que fiz ao Palácio [da Abolição] para cá, não surtiu nenhum efeito para o fortalezense. Acho que poderia ter sido feito muito mais”, afirmou.