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Semace concede licença ambiental prévia para Usina de Dessalinização

Licença foi entregue ontem (28) pela Semace. Foto: Divulgação/Semace

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) concedeu, na última terça-feira (28), a licença ambiental prévia da primeira planta de dessalinização do Ceará, a Dessal Ceará. O documento atestou a viabilidade ambiental do empreendimento, que será instalado na Praia do Futuro, em Fortaleza, com base nos critérios estabelecidos e apresentados no estudo ambiental.

A licença ocorre poucos dias após o projeto também ser aprovado no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), por unanimidade, no último dia 8 de novembro. O debate sobre o empreendimento gira em torno de possíveis impactos em cabos submarinos, que levam internet para todas as regiões do País. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), no entanto, negou que haverá interferência.

Com objetivo de garantir o fornecimento de água potável na região de Fortaleza, o projeto prevê que a planta de dessalinização da Capital seja a maior da América Latina, com capacidade de produção de 1m³ (mil litros de água) por segundo, sendo capaz de transformar água do mar em água potável.

Além disso, a Dessal Ceará terá um investimento total de R$ 3 bilhões ao longo dos próximos 30 anos e deve ser construído nos próximos dois anos, 2024 e 2025. A expectativa é de que o projeto atenda 720 mil pessoas na capital cearense, minimizando a utilização de água dos mananciais do interior do estado.

A Dessal do Ceará é um projeto fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e o Consórcio Águas de Fortaleza. “O impacto da Dessal Ceará vai ser mínimo, diante da grandeza do projeto. Eu venho do interior do Estado e eu já passei por momentos de seca. Há 35 anos o Estado sonha com isso”, destacou a secretária de Meio Ambiente do Ceará, Vilma Freire, no último encontro do Coema.

Custos mais baixos

A escolha da Praia do Futuro para receber o projeto, segundo o presidente da Cagece, Neuri Freitas, se deu pela qualidade da água, que reduz os custos operacionais da dessalinização, possibilitando também que as tarifas da água tratada sejam menores. Outros fatores como as boas condições de correntes marinhas, que renovam a água, e a proximidade dos reservatórios que receberão a água potável foram decisivos para a região receber a usina.