O vereador Didi Mangueira (PDT), vice-líder do prefeito José Sarto (PDT) na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), tem tomado a dianteira nos discursos da casa em defesa da gestão do correligionário. O posto de líder está vago desde o último dia 23 de novembro, quando Carlos Mesquita (PDT) foi deposto da liderança do Gestor no Legislativo municipal. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o nome mais cotado para assumir a liderança é Iraguassú Filho, também do PDT.
No plenário, Mangueira fez as vezes de líder, destacando as obras do prefeito na periferia – um dos pontos altos da gestão Sarto.
“São 200 obras em andamento sem ter nenhuma parada. 90% delas estão sendo realizadas na periferia, com a requalificação de parques, lagoas, urbanização, escolas de tempo integral, centros de educação infantil, postos de saúde, areninhas. Em 2024, serão mais de 160 obras a serem licitadas”, afirmou.
No Grande Expediente desta terça-feira (28), o vereador ressaltou a presença de Sarto no bairro Granja Portugal, na entrega do posto de saúde Jurandir Picanço à população do bairro. “Naquele momento, o prefeito disse que estará novamente na comunidade, nesta sexta-feira (1º), para a entrega da areninha na comunidade 7 de Setembro, no grande Bom Jardim”, declarou.
Ainda segundo o pedetista, foram realizadas a requalificação e urbanização de 28 ruas, recebimento de pisos intertravados, obra no estádio do Bom Jardim, que se transformou em um complexo esportivo e a entrega de uma escola de tempo integral que já funciona há 4 meses na comunidade 7 de Setembro.
ENTENDA AS POLÊMICAS ENVOLVENDO O ANTIGO LÍDER
No início deste mês, em sessão plenária, Carlos Mesquita disse que a Prefeitura havia deixado de repassar recursos para o Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) de forma proposital para “ver se o Estado se mancava e pagava a parte dele”. No último dia 22, também no plenário, Mesquita afirmou que se não tivesse pontuado que a Prefeitura de Fortaleza cortou os repasses ao Crio propositadamente, o Governo do Estado não teria anunciado os R$ 270 milhões para o tratamento oncológico. O valor de R$ 270 milhões para a interiorização do tratamento de câncer, apresentado pelo governador Elmano de Freitas (PT), no entanto, foi anunciado ainda antes da fala do vereador sobre o CRIO.
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O vereador, ainda na ocasião, lembrou a situação em que o senador Cid Gomes (PDT) teria proferido a frase o “Lula está preso, babaca”, e direcionou aos parlamentares do Legislativo cearense: “Dizer para aqueles da Assembleia, Larissa [Gaspar] e companhia limitada, o Sarto é prefeito, babacas, não tem obrigação com oncologia como era para ser não”.
Em informação confirmada ao OPINIÃO CE no último dia 23, Carlos Mesquita deixou definitivamente o cargo de líder de Sarto. Em retratação, ainda no mesmo dia em que foi deposto do cargo, Mesquita disse que “do mesmo jeito que o Cid [Gomes] perdeu a cabeça, eu também perdi”. Segundo o vereador, ele apenas replicou a fala do senador, e questionou o motivo de não ter havido a mesma comoção com as aspas de Cid. “Por que não interpelaram ele, por que é senador? Por que tem poder? Por que é um cara honrado, até que se prove o contrário?”, perguntou. “Nunca foi feito nada com ele”, completou.
