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Aliados na Alece silenciam sobre caso envolvendo denúncias de homofobia de Eunício

Foto: Beatriz Boblitz/Arquivo

O deputado estadual Danniel Oliveira, ligado ao presidente estadual do MDB, Eunício Oliveira, não quis comentar o caso envolvendo o deputado federal após série de denúncias feitas pelo ex-deputado estadual Leonardo Araújo e publicadas em primeira mão pelo OPINIÃO CE na segunda-feira (9). Leonardo, que ocupa atualmente um cargo no governo Elmano, acusa Eunício de homofobia e de perseguição partidária. O deputado federal nega.

Eunício faz parte do governo Elmano de Freitas. Nesta quarta-feira (11), Elmano e Leonardo devem se reunir no Abolição para falar sobre o tema e abrandar a crise.

“Hoje é dia para silêncio”, disse Danniel sobre o caso. Leonardo Araújo se desfilou do MDB após reportagem do OPINIÃO CE revelando o caso – pelo menos outros cinco quadros importantes da sigla fizeram o mesmo, entre prefeitos e lideranças. O caso ganhou repercussão nacional após publicação do OPINIÃO CE, sendo destaque em jornais de grande repercussão, como Estadão e Uol. Apesar disso, o debate foi esquecido na Assembleia Legislativa do Estado durante sessão plenária nesta terça-feira (10), um dia após o material, com áudios e prints de diálogos, virem a tona. Nos bastidores, no entanto, o caso foi visto com indignação.

Leia mais: MDB Ceará: após acusação contra Eunício, prefeitos filiados pedem para deixar a legenda

ENTENDA O CASO

Desde o último fim de semana, um episódio envolvendo o ex-deputado Leonardo Araújo trouxe um clima de conflitos para o MDB Ceará, culminando na saída de prefeitos e lideranças do partido. Na ocasião, Leonardo acusou Eunício de ter se recusado a permitir a sua desfiliação e também de ter proferido ataques homofóbicos, por meio de áudio no qual a voz é atribuída ao presidente da sigla. O material, publicado em primeira mão pelo OPINIÃO CE, repercutiu na imprensa local e nacional.

Em resposta à reportagem, na segunda-feira (9), Eunício disse que o episódio ocorreu devido a um “momento de profunda irritação após agressões”. Leonaro Araújo diz, por sua vez, que o presidente do MDB Ceará “tem a tendência de mostrar esse comportamento”. “Nada mais é que o comportamento que ele teve comigo e com outros colegas durante todo período que passei a serviço do partido. Desafio Eunício a apresentar, olhando nos meus olhos, e olhando para a sociedade cearense, quantas vezes e quais foram as chantagens a que ele disse que eu o submeti. Ele, sim, nos chantageou para que eu não tomasse à frente da liderança da campanha da Izolda, sob pena de não ter legenda naquele período”.

Leonardo Araújo informou ao OPINIÃO CE, por sua vez, que vai processar Eunício com base em três pontos: por Interpelação Judicial, para que Eunício informe quem “chantageou” ele; por Ação Criminal, pelo suposto cometimento de crime de homofobia; e por Reparação de Danos, tanto pela forma como o líder da legenda no Ceará teria conduzido o processo eleitoral de Leonardo como pelo suposto “ataque homofóbico” atrelados pelo ex-deputado a Eunício.