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“Eu e o Cid somos os alvos”, diz Evandro Leitão sobre crise do PDT

Foto: Junior Pio/Alece

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o deputado Evandro Leitão (PDT), mais uma vez cobrou da direção do PDT uma simples sinalização para pacificar o partido. “Não é possível que só um lado queira unir todos”, declarou preocupado com os últimos acontecimentos do partido. Após confirmar sua ida à reunião do Diretório Estadual marcada para esta sexta-feira, 7, Evandro Leitão fez um desabafo: “Eu e o Cid somos os alvos para um possível processo administrativo. Digo isso com tristeza“.

“Tudo poderia ter encerrado após a eleição”, avalia o deputado. As divergências, após a derrota de Roberto Cláudio, só se agravaram. Divididas entre o apoio ou não à gestão do petista Elmano de Freitas, lideranças do PDT protagonizaram atritos que chegaram à tensão máxima na última semana.

O grupo majoritário do partido, defensor da tese que é oportuna a aliança com o PT no estado, acusa o atual presidente estadual e nacional do PDT de assumir um lado na disputa, alinhado com Ciro Gomes e Roberto Cláudio. Insatisfeitos por não se sentirem representados,  membros do diretório estadual convocaram uma reunião na sexta-feira, quando pretendem eleger uma nova executiva estadual.

Um encontro em Brasília com lideranças nacionais e representes dos grupos em conflito, terminou num imbróglio. André Figueiredo diz que foi aprovada uma medida em que a executiva nacional assume os poderes da estadual, para evitar o que ele julga um movimento ilegal de seus correligionários rivais. A ala que apoia Cid, diz que não há justificativa que sustente tal medida, conforme o estatuto do PDT.

SEM ACORDO

Nesta quarta-feira, 5, Evandro Leitão comandava a sessão da Assembleia quando o telefone tocou. Era uma conexão com Brasília, onde os deputados federais e senadores estavam reunidos com o governador Elmano. Tratavam da Reforma Tributária, que será votada na Câmara esta semana e no segundo semestre no Senado Federal. Evandro e Cid tentavam um último entendimento com o presidente nacional do PDT, André Figueiredo. A conversa não foi boa. Mais uma vez André Figueiredo não falou com a imprensa.

O ex-prefeito Roberto Cláudio e o prefeito José Sarto, no mesmo momento, diziam-se longe do debate. “Essa é uma questão para os burocratas do partido“, disse Sarto, sinalizando claramente que não existe ambiente político para resolver a crise e sim instâncias partidárias. O prefeito foi objetivo: “Estou cuidando da cidade e só trato de eleição ano que vem“.