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Vereador sugere ações para inserção de pais e alunos de Fortaleza no mercado de trabalho

Um projeto de indicação em tramitação na Câmara Municipal de Fortaleza cria um banco de dados para inserção no mercado de trabalho de pais e estudantes da rede pública de ensino da capital cearense. A proposta, do vereador Pedro Matos (PL), indica ao Poder Público a adoção de práticas que promovam a capacitação e a qualificação profissional para as pessoas que não tenham experiência profissional comprovada ou que estejam fora do mercado formal há, pelo menos, 2 anos.

A proposta ainda sugere o desenvolvimento de iniciativas visando a capacitação e a qualificação profissional de estudantes e pais com transtorno do espectro autista (TEA), também com garantia de ampla prioridade na inserção profissional no mercado de trabalho formal.

Conforme o projeto, o banco de dados tem como principais objetivos garantir a qualificação profissional e a inserção no mercado de trabalho, com foco na inclusão social; o fomento à geração de empregos e renda; o incentivo à participação da sociedade no processo de formulação de políticas e ações de trabalho e renda no Município; a transformação da realidade social de estudantes e famílias de baixa renda; o incentivo ao desenvolvimento do empreendedorismo e da inovação entre jovens e adultos; além da oferta de mentoria para estudantes visando seu ingresso no mercado de trabalho na condição de jovem aprendiz.

“As crianças e adolescentes que se submetem ao trabalho infantil vivem, normalmente, em situação de vulnerabilidade social, com pais desempregados ou em emprego informal. Diante deste fato, muitas crianças e adolescentes são postos para trabalhar em prol da sobrevivência da família, para que juntos possam amenizar o sofrimento de não ter como suprir suas necessidades básicas diariamente. A criação do banco de dados servirá não somente para evitar esse tipo de situação, como também para integrar o Poder Público às realidades das famílias dos estudantes, possibilitando o bom exercício de seu múnus social”, justifica o parlamentar.

O projeto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Orçamento, Fiscalização e Administração Pública. Agora aguarda parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico. Depois de aprovada, a matéria seguirá para votação em sessão plenária.