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Semana Santa: Fortaleza realiza Dia D para controle de roedores no Mercado dos Peixes

Foto: Reprodução / Prefeitura de Fortaleza

Como medida adotada para a prevenção contra os roedores e doenças que eles transmitem, Fortaleza realiza, nesta quarta-feira, 29, o Dia D da operação de controle de ratos. A ação de desratização ocorrerá por toda orla da Beira-Mar e atuará também no controle de focos de vetores com aplicação de larvicidas em pontos focais, além de ações de educação em saúde e mobilização social do público e áreas adjacentes. Atuarão na desratização, com aplicação de larvicidas em todos os 3 km de extensão da orla, 15 profissionais.

Em paralelo, a rede de hotéis, bares e restaurantes da Beira-Mar também irá realizar desratização dos estabelecimentos por meio de empresas de controle de pragas, em parceria com o Município.

A ação faz parte da Operação Semana Santa de vigilância em saúde no Mercado dos Peixes. Com a proximidade do feriadão, no início de abril, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria Regional 2, também realizará ações de educação em saúde e capacitação dos trabalhadores que armazenam, manipulam e comercializam pescados na região do Mercado dos Peixes, na Beira-Mar.

“Com essa ação, os trabalhadores estarão capacitados para oferecer produtos seguros à saúde durante o momento de aumento de fluxo comercial, além de garantir sua própria saúde na manipulação dos pescados”, afirma Nelio Morais, coordenador da Vigilância em Saúde de Fortaleza.

Durante o Dia D, no Mercado dos Peixes, também serão ofertados serviços em saúde aos trabalhadores, tais como testes de ISTs, vacinação, auriculoterapia, atividades culturais de educação em saúde e atividade laboral, além de ações de educação em saúde nas áreas de tabagismo, tuberculose, hipertensão, diabete, saúde bucal e dermatologia.

LEPTOSPIROSE NO CEARÁ

Em reportagem do OPINIÃO CE deste mês, mostramos que Fortaleza já registrados, neste ano, ao menos 3 casos de leptospirose, doença causada por roedores. Além disso, conforme a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a capital cearense somou, de janeiro a dezembro de 2021, 29 casos da doença e 3 óbitos. Em 2022, o número aumentou, sendo 42 casos confirmados e 7 óbitos.

Em 2021, o Ceará registrou um total de 45 casos da doença. Em 2022, o número mais que dobrou: foram 97 casos. Do montante dos dois últimos anos, 13 pessoas morreram para a doença. Apenas nos primeiros meses de 2023, o Ceará já registrou ao menos cinco pessoas infectadas. 

Segundo a vigilância epidemiológica da Sesa, a leptospirose é uma doença infecciosa febril de início abrupto, cujo espectro clínico pode variar desde um processo inaparente até formas graves, causada pela bactéria (espiroqueta) do gênero Leptospira, existindo mais de 14 espécies patogênicas, sendo a mais importante a espécie Leptospira Interrogans.

Em entrevista ao OPINIÃO CE, a doutora em Saúde Coletiva com ênfase em agravos transmissíveis da Universidade Federal do Ceará (UFC)Caroline Gurgel Florêncio, “não há risco de calamidade e não houve até hoje”. Ainda segundo ela, o principal desafio é proceder com o saneamento básico adequado no Cearáprincipalmente nas regiões mais pobres, com risco de alagamentos.

“É uma doença que possui um caráter socioeconômico muito forte. Dificilmente veremos uma pessoa com poder aquisitivo adequado com essa doença”.

Entre as ocupações que facilitam o contato com as leptospiras, estão trabalhadores da limpeza e desentupimento de esgotogaris, catadores de lixo, agricultores, veterinários, tratadores de animais, pescadores, magarefes, laboratorialistas, militares e bombeiros, entre outras.