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14 de julho de 2024

Vereador Sargento Reginauro diz que entrará com “medidas cabíveis” após reunião de CPI na AL-CE

O relator da CPI, deputado Elmano Freitas (PT), afirmou ver indícios de prática criminosa.
Foto: Érika Fonseca/CMFOR

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O vereador de Fortaleza, Sargento Reginauro (União Brasil), próximo depoente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga Associações Militares no Ceará, criticou os trabalhos do grupo de deputados estaduais e afirmou não ter o que “temer ou esconder”. A Comissão Parlamentar investiga se as associações contribuíram com o motim da Polícia Militar ocorrido em 2020, o que configura crime dentro da legislação militar. O relator da CPI, deputado Elmano Freitas (PT), afirmou já ver indícios da prática criminosa e relação entre associações, o deputado federal licenciado Capitão Wagner (União Brasil), o vereador Sargento Reginauro e o deputado estadual Soldado Noelio (União Brasil).

A oitiva de Sargento Reginauro estava marcada para às 14h30 desta quarta-feira, 6, na Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, porém, foi adiada pela Comissão. Em nota enviada ao OPINIÃO CE após a oitiva desta terça-feira, 5, com o policial Cleyber Barbosa Araújo, presidente da Associação dos Profissionais de Segurança (APS). “Alguém precisa lembrar ao relator dessa CPI que seu mandato não o confere o direito de cometer crime de calúnia. Vamos entrar com todas as medidas cabíveis para que o mesmo prove as graves acusações proferidas na manhã de hoje [5]”, disse Reginauro, que será ouvido por ter sido presidente da mesma entidade. Ele nega qualquer interferência política.

CPI

Em depoimento na manhã desta terça-feira, 5, Cleyber Barbosa negou que a entidade tenha participado, financiado ou motivado a paralisação em 2020. Segundo ele, a entidade esteve envolvida em mesas de negociação para a melhoria das condições de trabalho dos profissionais de segurança, mas em nenhum momento foi favorável a movimentos grevistas. “Infelizmente, com a leniência do Estado, a polícia paralisou. Enquanto policial militar e presidente da APS, eu não concordo e sou contra as paralisações”, destacou aos deputados.

Para o relator, Elmano Freitas, “não há dúvida” que a APS funcionou como um “braço político de um grupo político-partidário ao qual integram o deputado federal Capitão Wagner, o deputado estadual Soldado Noelio e o vereador Sargento Reginauro”. O relator disse, ainda, que o grupo tem a “prática de sacar dinheiro na boca do caixa, que os seus diretores abrem empresas que nunca funcionaram”.

A CPI foi instaurada ainda no ano passado e investiga o destino dos recursos recebidos pelas associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará. Na fase anterior, os parlamentares colheram documentos, imagens de câmeras de segurança e juntaram o material para o período de oitivas. Participaram do da reunião desta terça-feira o presidente da CPI, deputado Salmito Filho (PDT), e os deputados Marcos Sobreira (PDT), Augusta Brito (PT) e Queiroz Filho (PDT).

Composição da CPI

Titulares

  • Salmito;
  • Queiroz Filho;
  • Elmano Freitas;
  • Soldado Noélio;
  • Davi de Raimundão;
  • Romeu Aldigueri;
  • Augusta Brito;
  • Nizo Costa; e
  • Marcos Sobreira.

Suplentes

  • Delegado Cavalcante;
  • Edilardo Eufrásio;
  • Jeová Mota;
  • Guilherme Landim;
  • Oriel Nunes Filho;
  • Diego Barreto;
  • Osmar Baquit;
  • Guilherme Sampaio;e
  • Tin Gomes.

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