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17 de julho de 2024

Vereador denuncia falta de repasse de insumos para bombas de insulina no Ceará

As famílias que dependem diretamente dos insumos estão sofrendo com a situação e relatam que o desabastecimento começou em novembro do ano passado
Foto: Divulgação/CMFor

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O vereador Pedro Matos (PL) denunciou, na terça-feira, 13, durante discurso no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), a suposta falta de insumos utilizados nas bombas de insulina que são usadas por pacientes que fazem tratamento contra o diabetes no Ceará. De acordo com a denúncia do parlamentar, as 29 famílias que dependem diretamente dos insumos como os cateteres, reservatórios e fitas de aferir a glicemia, estão sofrendo com essa situação. Ao OPINIÃO CE, a Secretaria da Saúde do Ceará confirmou a situação.

Conforme os relatos, o desabastecimento teria começado em novembro do ano passado, ainda na gestão de Izolda Cela (sem partido), e prosseguiu em 2023, na administração do governador Elmano de Freitas (PT).

Segundo determinação do Poder Judiciário, pessoas diagnosticadas com a enfermidade devem receber os equipamentos necessários para tratar a doença diretamente da Sesa. Os pacientes manifestaram descontentamento durante manifestação, realizada na frente do prédio da pasta, na segunda-feira, 12.

O vereador lembra que, desde a transição estadual, da gestão de Camilo Santana (PT) até o governador Elmano de Freitas (PT), existe um processo eterno de compra e de licitação dos medicamentos e de insulina por parte do Governo do Estado. “Queremos saber, de fato, os motivos que levam as pessoas a ficarem sem esses medicamentos, tão importantes e de uso diário”, pontua Pedro Matos.

Um ofício será encaminhado, nesta semana, à secretária Estadual da Saúde, Tânia Mara, para saber os motivos que levaram o Estado a deixar tantas famílias desassistidas em seu tratamento contra a diabetes.

Em nota enviada ao OPINIÃO CE, a Sesa informou que os insumos que compõem a bomba de insulina estão em processo de aquisição. “Os itens devem ser disponibilizados ao Estado pelos fornecedores em até 20 dias úteis”, apontou.

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