Será anunciada nesta terça-feira (29), às 15h, a criação da Federação entre os partidos União Brasil e Progressistas (PP), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A “União Progressista”, nome adotado pelas legendas, vai ter a maior bancada da Casa, com 109 deputados. De centro-direita, a federação já vai nascer com um pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).
O comando da federação, até o mês de dezembro, contará com dois presidentes, Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP). Os dois são os dirigentes das Nacionais dos seus respectivos partidos.
Segundo divulgaram as siglas, a união das “duas grandes forças políticas” vai ter o propósito único de “ser uma bússola no centro da política, guiando e impulsionando o Brasil para cima”. Para que a União Progressista possa ser implementada, é necessário que a federação dê entrada com o estatuto – ainda a ser discutido e criado – no registro da aliança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Uma vez criada a federação, as duas siglas que a compõem vão se posicionar como uma única em todos os estados do País de 2026 a 2030. A situação, aliás, gera um certo embate em algumas Unidades da Federação (UF). No Ceará, por exemplo, enquanto o União Brasil tem como presidente um opositor ao Governo, o ex-deputado federal Capitão Wagner, o PP tem como dirigente máximo o deputado federal AJ Albuquerque, que é da base do Governo.
No União Brasil, no entanto, lideranças como o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, são aliados ao governador Elmano de Freitas (PT) e ao ministro da Educação, Camilo Santana (PT). Com o gestor do município da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), aliados de primeira linha, como o deputado estadual Firmo Camurça e a deputada federal, e sua filha, Fernanda Pessoa, também são da base governista. Fernanda, aliás, tenta presidir a federação no Ceará, como já informou ao Opinião CE.
