Ednaldo Rodrigues foi destituído da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nesta quinta-feira (7), por desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Três magistrados entenderam haver a necessidade um interventor para a entidade e escolheram o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz para assumir a função.
O julgamento terminou terminou com três votos favoráveis à destituição de Ednaldo Rodrigues. Dentro de um mês, haverá nova eleição, no entanto a decisão dos desembargadores do TJRJ pode ser contestada por Ednaldo Rodrigues.
O relator do processo, desembargador Gabriel Zéfiro, votou a favor da retirada de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF. O voto dele foi acompanhado por Mauro Martins e Mafalda Luchese.
Segundo desembargador a votar, Mauro Martins fez questão de destacar que não se trata de uma interferência externa na CBF. “Quero deixar claro que isso não é uma interferência externa na CBF. Estamos nomeando alguém da Justiça desportiva e não alguém externo. Portanto, não pode ser considerado interferência externa”.
A 21ª Vara de Direito Privado julgou a legalidade de um termo de ajustamento de conduta (TAC) entre CBF e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em março de 2022, que resultou na eleição de Ednaldo Rodrigues para presidente da entidade por um mandato de quatro anos.
José Perdiz estava em sessão no pleno do STJD, no Centro do Rio de Janeiro, quando foi informado por mensagens enviadas por amigos. Alguns deles chegaram a dar os parabéns. Ele não foi notificado e informado formalmente e só vai se pronunciar sobre o assunto quando isso acontecer. Ele conduziu a sessão no tribunal normalmente.
