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13 de julho de 2024

Tiroteio verbal no Plenário da Assembleia envolve crimes cometidos no motim da PM

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O presidente da CPI do Motim, deputado Salmito Filho (PDT), disse, na tribuna da Assembleia, que tem “um grupo político no Ceará que nasceu cometendo crimes”. Traduzindo: esse grupo é uma milícia. O parlamentar fez a acusação em discurso, quando informou o andamento dos trabalhos da Comissão, que investiga o destino dos recursos das associações militares e os motins promovidos por policiais. “Um ex-dirigente de associação de militares disse que um grupo político decide tudo”, declarou Salmito.

Segundo o deputado, o primeiro momento da CPI foi para colher as devidas informações e dados para o desenrolar da investigação, de forma cuidadosa e detalhada. “No entanto, houve parlamentar declarando que o trabalho da CPI não era sério e sim politicagem”, pontuou Salmito, para iniciar disparos.

De acordo com ele, além das contradições, começam a surgir as ilicitudes. “Tem grupo político, aqui, no Ceará, e isso é público e notório, e eu quero ver se negam, quero ver se têm a coragem de negar, que nasceu na política cometendo crime e colocando a população como refém, inclusive, os seus colegas militares em uma situação vexatória. Alguns deles estão arrependidos porque perderam o emprego, porque não sabiam, porque foram ludibriados, porque foram enganados”, acrescentou o deputado.

Salmito complementou sua fala, lamentando a difícil situação que o colega deputado Soldado Noélio tem para administrar. “Quando assumem o mandato de vereador, deputado estadual, deputado federal, pretendendo outros mandatos, inclusive, majoritários, aí fica dividido, porque começa a perceber que o Código Penal Militar não permite (o motim) e que colocar a população como refém não pega bem”.

Atirando em Salmito, o deputado Capitão Wagner disse que a “CPI não vale nada, é instrumento político, politicagem pura e tem como objetivo atingí-lo, por liderar as pesquisas para o governo”. Já Soldado Noélio anunciou que pretende pedir o arquivamento da CPI, através do Ministério Público.

Durante o motim de policiais, em fevereiro de 2020, cerca de 238 pessoas foram assassinadas e chacinas ocorreram na periferia dos municípios da região metropolitana de Fortaleza. Os assassinos devem ser identificados, julgados e condenados. A CPI completa um ano em agosto. Os resultados foram pífios para uma pauta de alta relevância.

João Alfredo de volta

No aniversário da líder do Movimento Crítica Radical, Rosa da Fonseca, ficou acertado o apoio de professores, servidores e estudantes das universidades à candidatura de João Alfredo para deputado federal. Ele é candidato pelo PSOL e precisa de, no mínimo, 200 mil votos para se eleger. Tarefa difícil.

Ciro: “Sou candidato”

Ciro Gomes diz estar fora da possibilidade de ser uma terceira via. “Sou candidato a presidente e pronto para dialogar, já avisei ao Bivar e a outros dirigentes de partidos. Conchavo não faço”.

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